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Sexta, 24 de Julho

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SOLIDARIEDADE

Lar Santa Maria da Paz enfrenta crise financeira e corre risco de encerrar atividades

Em entrevista exclusiva ao Jornal Razão, o diretor Luiz Carlos Santana Filho conta detalhes da situação financeira do asilo

Por Kaiann Barentin

Recentemente, a comunidade tijuquense foi surpreendida com a notícia de que o Lar Santa Maria da Paz corria risco de fechar as portas. Para compreender melhor a situação, o Jornal Razão entrevistou Luiz Carlos Santana Filho, que há quase sete anos é presidente da Associação Casa Irmã Dulce, entidade sem fins lucrativos responsável pelo Lar Santa Maria da Paz.

O Lar tem capacidade 60 idosos, mas atualmente abriga 49, sendo que a fila de espera é de aproximadamente 150 pessoas.

A entidade conta com uma equipe multidisciplinar, composta por enfermeiros, técnicos em enfermagem, psicóloga, nutricionista, assistente social, fisioterapeuta, equipe administrativa e de serviços gerais.

Esse time é essencial na rotina de trabalho, que inclui tarefas básicas como higiene pessoal e alimentação, sendo que muitos internos precisam de auxílio direto dos profissionais.

Os idosos recebem seis refeições diárias, num cardápio balanceado, que é elaborado pela nutricionista da casa e inclui café da manhã, lanche da manhã, almoço, lanche da tarde, jantar e ceia.


Quando o idoso é trazido ao Lar, ele passa por um processo de triagem, passa por uma entrevista, assim como seus familiares. Os responsáveis, ao deixarem seus parentes no asilo, assinam um contrato que, numa das cláusulas, prevê a necessidade de visita a cada 15 dias. No entanto, o diretor Luiz Carlos afirma que, em alguns casos, isso não ocorre e as famílias se distanciam daquele parente que lá deixaram.

"Ninguém é perfeito, temos erros e acertos, mas eu tenho certeza que cada pai e mãe que está aqui tentou fazer o melhor para os seus filhos", enfatiza Luiz Carlos Santana Filho, ao falar sobre o abandono vivido por alguns idosos que vivem no Lar.

A entidade conta com psicólogo e psiquiatra para fazer o acompanhamento dos idosos, de acordo com a necessidade de cada um.

A gestão de Luiz Carlos

Santana Filho lembra que quando assumiu a missão de presidir a instituição, até então liderada por freiras da Paróquia, as irmãs diziam que os recursos que entravam eram suficientes para saldar as dívidas. Na época, o Lar tinha 14 funcionários e seis freiras.

No entanto, quando assumiu, ele viu que a situação era bem diferente do que lhe apresentaram, pois o imóvel precisou de diversas adequações para atender normas e entidades regulamentadoras, além da necessidade de contratação de profissionais qualificados para satisfazer a demanda.

O número de funcionários, por exemplo, não é uma decisão do gestor, mas uma determinação dos órgãos fiscalizadores. Estes órgãos classificam os idosos em níveis, seguindo critérios que vão determinar o número mínimo de profissionais para atendimento.

Assim que assumiu, Luiz lembra que o total de gasto mensal com funcionários era de R$ 16 mil reais. De início, houve reajuste retroativo referente a dois anos. Essas adequações e contratações só foram possíveis com o apoio da comunidade e com a realização de eventos beneficentes.

Um grito de socorro 

O diretor Luiz Carlos afirma que no primeiro semestre deste ano, o Lar deixou de arrecadar cerca de R$ 485 mil reais, uma vez que os eventos que eram realizados para complementar a receita da entidade, foram prejudicados pela pandemia da COVID-19.

Os gastos com funcionários chegam a R$ 80 mil reais por mês, sem contar as contratações emergenciais, por conta do agravamento do quadro de saúde de algum idoso ou agora por causa da pandemia, na hipótese de ter que deixar algum profissional em isolamento.

Por conta disso, Santana buscou ajuda nos mais diversos segmentos da sociedade e recebeu apoio, por exemplo, do Grupo Portobello, que destinará R$ 30 mil reais por mês, nos próximos três meses, totalizando R$ 90 mil.

Entretanto, Luiz alerta que o Lar precisa de receita recorrente, ou seja, mensal, sendo necessário, no mínimo, R$ 15 mil a mais por mês, especialmente com pessoas que autorizam o auxílio financeiro que é debitado automaticamente na fatura de energia elétrica da CELESC.

O formulário de autorização para débito na fatura de energia elétrica está disponível no site da Associação Comercial e Industrial de Tijucas - ACIT (www.acitcdltijucas.com.br).

Apoio de peso

No dia 13 de julho, no programa 'Conversa Franca', entrevistei o vereador Rudnei de Amorim, que vestia uma camiseta em apoio ao Lar Santa Maria da Paz.

Em razão disso, conversamos sobre a instituição e ele deu a ideia de entrevistarmos o diretor do Lar, com o intuito de buscar apoio junto à sociedade.

Rudnei, muito engajado nas causas sociais, informou que está buscando apoio junto a empresários, amigos e familiares, com o objetivo de aumentar o número de inscritos no cadastro que autoriza o auxílio financeiro que é debitado automaticamente na fatura de energia elétrica da CELESC.

A entrevista completa você confere no Portal do Jornal Razão, Facebook e YouTube.

Construção histórica

O prédio que hoje abriga o Lar Santa Maria da Paz um dia já foi o Colégio Espírito Santo. Com uma arquitetura típica do início do século passado, o imóvel encontra-se em bom estado de conservação, necessitando de reparos por conta do desgaste natural e pela exposição às intempéries.

Para saber mais detalhes sobre o antigo Colégio Espírito Santo, leia nesta edição a coluna 'Fundo do Baú'.


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