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TIJUCAS

Agricultores apostam numa boa temporada para vender o milho verde de praia

O temor é de que novas regras sanitárias de combate à pandemia atrapalhem a comercialização

Foto: JR

O maior comprador são os atravessadores que já tem clientela formada nas praias e que pagam R$ 0,60 a espiga  

Por volta de 1985 as localidades de Terra Nova, Campo Novo e Oliveira abrigavam cerca de 138 estufas de fumo. Em 35 anos este número caiu para quatro. Sim, esse é o número de produtores rurais do celeiro agrícola de Tijucas que ainda atuam na fumicultura.

O cultivo, colheita e cura do fumo, além de comprovadamente doentios, davam muito trabalho e os agricultores aos poucos passaram a praticar atividades voltadas a cultura alternativa de produção e renda.

 Na gestão do prefeito Nilton de Brito 1993-1996, em parceria com a Cidasc e Epagri, a Secretaria Municipal de Agricultura desenvolveu os primeiros projetos alternativos de geração de renda, com ênfase na fruticultura, olericultura e piscicultura. De início todos apresentaram bons resultados, mas aos poucos foram sendo abandonados e permaneceram os pomares de tangerina e maracujá.

 "São lavouras que desafiam o produtor, pois dependemos das condições climáticas e da constante vigilância das pragas, principalmente no caso do maracujá", argumenta Frabrício Luiz Bianchezzi, jovem produtor rural da localidade de Terra Nova.

 Assim como tantos outros fulmicultores, os pais de Fabrício, Natal Bianchezzi e Claudete de Souza Bianchezzi, também trocaram o plantio de fumo por culturas alternativas. O sítio de 10 hectares da família, onde também moram mais uma irmã de 11 anos e a esposa Joslaine, Fabrício mostra que é ocupado com eucaliptos, palmeiras reais, cana de açúcar para consumo da propriedade, maracujá, aipim e milho verde de praia.

 Ao seu tempo tudo é comercializado, por maior ou menor valor, mas será que o milho verde não encalhará na lavoura neste ano de pandemia?

O milho está pronto para a colheita em aproximadamente 90dias

Uma comercialização incerta

 Não se tem uma estatística exata do volume de agricultores envolvidos diretamente na produção do milho de praia, sabe-se apenas que são dezenas. Todos são atraídos pelo retorno rápido do dinheiro, do plantio a colheita são em média três meses, no entanto os produtores são obrigados a jogar alto para se aventurarem neste cultivo.

 Fabrício explica que na propriedade da família são destinados dois hectares para o plantio do milho de praia, o que resulta numa produção de aproximadamente 30.000 socas por safra. O maior comprador são os atravessadores que já tem clientela formada nas praias e que pagam R$ 0,60 a espiga. Se a temporada for boa, isto é, se tivermos turistas neste verão nas praias, o milho será absolvido pelas cidades do litoral. Do contrário, secará na propriedade e será vendido por R$ 35,00 a saca de 90 quilos.

 'Se não conseguirmos vender o milho para praia o prejuízo é imenso, pois o valor do milho seco não paga nem os custos de produção.

Plantação de milho de praia na propriedade do agricultor Natal Bianchezzi

A venda no varejo

 Fabrício Bianchezzi é dono de uma pequena agroindústria. Produz e vende em casa ou pelas ruas de Tijucas pães, biscoitos, cucas, doces, conservas, embutidos, salgados, hortaliças, lacticínios e milho verde. Todas as semanas visita a sua clientela e deixa o seus produtos. O milho é vendido no varejo há R$ 0,70 a espiga, o preço melhor que o da praia, embora bem mais baixo que os cerca de R$ 1,00 vendida nos supermercados.

 Se a gente conseguisse vender tudo no varejo cada safra venderia em torno de R$ 21 mil, mas temos que dar graças a Deus quando vendemos a produção para os intermediadores da praia, só assim garantimos algum lucro", acrescenta Fabrício.

 Fabrício na propriedade vende 15 espigas por R$ 10,00.





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