15202912083430.png
Capa

EDIÇÃO IMPRESSA


POLÍTICA

Presidente do Samae diz que acabou a era do achismo

ZERA DÍVIDA SAMAE: O anúncio foi feito pelo presidente do Samae no programa 'Conversa Franca' do JR

Razão: Como você recebeu o convite para presidir o Samae?

Rogerinho: Trata-se de um grande desafio. Quando recebi o convite, lembrei dos problemas de falta de água em Tijucas, mas pelo meu histórico na gestão pública e pela ótima equipe de profissionais que o Samae tem, tenho a certeza de que nesta gestão poderemos resolver definitivamente as questões e disponibilizar um serviço de qualidade para a nossa população. Afirmo também que o Samae encontra dificuldades como qualquer outra cidade em crescimento. Estamos buscando soluções.

Razão: Qual é hoje a estrutura do Samae?

Rogerinho: Nós temos 300 quilômetros de rede de água na cidade, ou seja, é mais do que ir daqui até Curitiba (PR) em extensão. Em contrapartida, temos 66 quilômetros de rede de esgoto. Nós tivemos uma modernização, recebemos uma nova Estação de Tratamento de Água (ETA), mas a nossa captação de água tem uma estrutura antiga, a tubulação também. Hoje o Samae precisa, não só se reestruturar, mas ele precisa da colaboração das pessoas através da economia, do uso racional da água.

Razão: Qual é o faturamento atual do Samae?

Rogerinho: Arrecadamos pouco mais de um milhão de reais por mês. Deste valor, 650 mil reais são oriundos do consumo de água, 150 mil da tarifa de esgoto e 250 mil reais da coleta de lixo. Ainda temos um valor que é destinado ao Lar Santa Maria da paz, que gira em torno de 500 reais por mês, e também um valor destinado à Apae de Tijucas, cerca de 1.500 reais por mês. Um detalhe importante é que não houve reajuste de fatura nos últimos quatro anos, nem de água e nem de esgoto.


Razão: Que financiamentos o Samae paga mensalmente?

Rogerinho: Hoje pagamos 117 mil reais por mês por um financiamento para a rede de esgoto.

Razão: Muitas entidades do Município devem dinheiro ao Samae e não têm condições de pagar. Não existe uma forma de anistiar?

Rogerinho: Anistia não existe, seria renúncia de receita e no setor público isso não ocorre. Nós vamos sim implementar projetos, inclusive que já estão sendo analisados pelo setor jurídico da prefeitura para colocar em prática no Samae. Vamos lançar, por exemplo, o programa "Zera Dívida Samae", que tem por objetivo fazer com que o consumidor fique em dia com o Samae através de um programa de refinanciamento de dívidas.

Razão: E a tarifa social, como funciona?

Rogerinho: A tarifa social, que já é regulamentada por lei, também será incentivada e regularizada, dando oportunidade de redução de tarifa para consumidores de baixa renda e que se enquadrem nos requisitos legais para este benefício. Da mesma forma, será lançado o programa CAS (Caixa de Água Social) que vai viabilizar cisterna, também, a consumidores em situação de vulnerabilidade social.

Razão: Procede a informação que está para sair um Refis para os devedores do Samae?

Rogerinho: Hoje, o Samae tem a receber 4 milhões de reais de dívida ativa. E utilizando este programa "Zera Dívida Samae" pretendemos dar oportunidade às pessoas de quitarem seus débitos.

Razão: Qual a mensagem que o senhor deixa para os moradores do Jardim Progresso, Areias, Mata Atlântica e determinados pontos da cidade onde são registrados casos de falta de água?

Rogerinho: Um dos objetivos da nossa gestão é olhar para as pessoas e apresentar soluções. Todos estes locais citados são locais altos do município e por isso, ficam no final da rede, o que ocasiona a falta de água devido à baixa pressurização. Ano passado foi colocado um booster elétrico para pressurizar a rede do bairro Areias, resolvendo o problema em parte do bairro.

No Jardim Progresso enfrentamos um problema de ligações clandestinas de água na nossa rede, algo que também precisaremos resolver. Já entramos em contato com os líderes comunitários do loteamento e nesta semana nos reunimos com o senhor Sabino, morador do Jardim Progresso. Estamos, inclusive, levando caminhões pipa para o local, procurando dar dignidade aos nossos cidadãos. Nosso objetivo é colocar uma nova rede de água lá, mas para isso precisamos de um projeto de engenharia, ou seja, algo que demanda tempo. Emergencialmente, algumas manobras nós já estamos fazendo.

Razão: Não foi colocado um booster no bairro Areias?

Rogerinho: No bairro Areias está sendo feito um projeto de engenharia e a gente deve colocar um booster também para atender o loteamento Jardim Progresso. Um outro motor. Isto é uma ação de caráter emergencial, não podemos ficar sempre dependendo de booster. Nosso problema pode ser resolvido quando melhoramos as adutoras. Para isso é exigido um trâmite legal e burocrático, e leva tempo.

"Em Tijucas não temos setorização, por isso quando algum cano de água se rompe, precisamos desligar quase que a água da cidade toda até resolver aquele problema. Isso acaba fazendo com que a pressurização demore para se normalizar. Os locais mais altos da cidade são os mais afetados".

Razão: O senhor planeja melhorar a comunicação com a população de Tijucas? De que forma?

Rogerinho: Para garantir maior integração com a comunidade e agilizar a comunicação de problemas ou novos investimentos do Samae, a autarquia está elaborando um novo site, bem mais completo e que será constantemente atualizado. Ao mesmo tempo, o Samae também fará uso das redes sociais com maior frequência, irá disponibilizar novos canais de atendimento ao público e devem ser estabelecidas parcerias com entidades públicas e privadas para alcançar diretamente um número maior de consumidores.

Razão: A construção de uma segunda ETA no Porto da Itinga, não deveria ter resolvido o problema da falta de água?

Rogerinho: A nova ETA não é o problema, ela trata água. O nosso problema está na distribuição, pode estar havendo perdas no caminho e para isso, temos uma equipe de engenharia analisando esta questão. Hoje, a ETA atende a demanda de água que nós precisamos no nosso município. É claro que nós temos que pensar a longo prazo, pois Tijucas está crescendo rapidamente e não podemos deixar acontecer um colapso na rede. Quem sabe até, a solução seja construir uma nova ETA no Oliveira ou Terra Nova, para distribuir água para os bairros mais afetados com a falta de água. Tudo isso vamos avaliar de forma técnica, baseado em estudos de engenharia.

"Nós precisamos pensar em soluções a curto, médio e longo prazo. Precisamos atender emergencialmente as demandas mais urgentes e planejar as demais para o problema da falta de água seja resolvido definitivamente".

Razão: O que você pode nos dizer sobre a construção de um reservatório de água no primeiro morro da Terra Nova, para que ela desça pela força da gravidade?

Rogerinho: Um reservatório na Terra Nova poderia auxiliar na pressão da água para os bairros altos, mas para analisar esta opção contamos com uma equipe de engenheiros. Pode ser uma boa saída, a longo prazo, mas ainda não sabemos a viabilidade. Nós não podemos pensar amadoramente, precisamos pensar tecnicamente, profissionalmente.

Razão: Como estão as obras do Samae na Beira Rio?

Rogerinho: No que cabe ao Samae está num bom ritmo. Nossa cidade tem mais de 160 anos, por isso as dificuldades são enormes. Às vezes encontramos canos de água abaixo da tubulação de esgoto. Nas obras da Beira Rio estamos enfrentando vários problemas assim. Tem um trecho que precisamos fazer rebaixamento do lençol freático, uma obra complexa. A secretaria de Obras e o Samae tem trabalhado em conjunto sempre atentos a estes problemas e o mais importante é que a obra tem avançado.

Razão: Por falar em esgoto, o Samae vem ampliando a rede da cidade?

Rogerinho: Nós contamos com 66 quilômetros de rede de esgoto em Tijucas e apenas 5.900 ligações. É muito pouco! Pretendemos lançar uma campanha também para incentivar a população a utilizar este serviço. Utilizando o sistema de esgoto nós preservamos o meio ambiente e a nossa saúde. São grandes os desafios, mas com o apoio da população iremos vencer todos eles.

"Uma máquina de lavar gasta 135 litros de água por lavagem. Um banho de 10 minutos gasta 185 litros de água. O Samae de Tijucas capta 11 milhões de litros de água para abastecer toda a cidade".





ULTIMAS NOTÍCIAS

jr.png

| | insta |

Quem somos | Mapa do site | Webmail | Painel de controle

Copyright © 2017 Jornal Razão - Tijucas SC
Todos os direitos reservados.


Whatsapp
(48) 8453-0809


EDIÇÃO IMPRESSA

Sexta, 15 de dezembro

Capa