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Superlua, chuva de meteoros e eclipse: quais são os eventos astronômicos em 2021

Em breve, superlua poderá ser vista no céu. Saiba quando:

Por Por Redação Hora
Foto: Em maio, haverá Superlua e eclipse ao mesmo tempo(Foto: Unsplash)

O céu sempre atraiu a curiosidade humana. Quem não quer ver o que acontece além da atmosfera? Em 2021, pode preparar os olhos - e o telescópio! Eventos astronômicos vão rolar o ano todo, entre eles uma chuva de meteoros e um eclipse com Superlua!

Confira os principais eventos astronômicos de 2021:


Abril

A Superlua ocorre quando a Lua está mais próxima da Terra(Foto: Banco de imagens: Unsplash)/


Dia 8 - Superlua

Nesse dia, a Lua atinge, pela primeira vez em 2021, o perigeu, o ponto de maior aproximação com a Terra. Portanto, ela estará 7% maior e 15% mais brilhante.

Por vezes, a Lua chega mais perto da Terra porque ela não transita em volta do planeta em um círculo perfeito. O satélite orbita em rota elíptica, ou seja, é um caminho quase oval.

No passado, acreditava-se que a aproximação da Lua com a Terra causava desastres naturais. Mas pode ficar bem tranquilo: a única coisa que muda são mesmo as marés do oceano.


Dia 17 - Aproximação de Marte com a Lua

Olhe para o céu entre as 19h e as 21h: vai dar para ver Marte (a olho nu, uma estrela mais avermelhada) pertinho da Lua. Também dá para ver a constelação de Órion - é fácil encontrá-la pelo Cinturão, as "Três Marias" - e a estrela Betelgeuse, que fica mais à esquerda.


Dia 22 - Chuva de meteoros Líridas

É uma chuva de meteoros que ocorre todos os anos. Em 2021, ela rola entre os dias 21 e 22 de abril - torça para o céu estar claro por volta da 1h da manhã. Vai dar para ver as "estrelas cadentes". Espera-se que vejamos, em média, 18 meteoros por hora. O radiante, ou seja, o ponto no céu onde os meteoros podem aparecer, é a constelação da Lira.

O termo "chuva de meteoros" pode ser um pouco assustador. Mas não há nada a temer: a chuva Líridas é formada por pó e detritos que se desprendem do cometa Thatcher quando ele passa pelo Sistema Solar, o que acontece uma vez a cada 415 anos. Alguns desses fragmentos acabam entrando na atmosfera da Terra - são as "estrelas cadentes" que conseguimos ver.


Maio

Dia 5 - Chuva de meteoros Eta Aquáridas

Mais uma chuva espacial! Na noite entre os dias 5 e 6 de maio, será possível observar os meteoros. A notícia é ótima para quem mora no Hemisfério Sul: o evento será mais visível por aqui do que no norte. Devemos ver até 50 meteoros por hora!

A chuva Eta Aquáridas é formada por fragmentos que se soltam do cometa Halley - eles entram na atmosfera e deixam um rastro luminoso, que pode ser observado por vários segundos.

A má notícia é que o brilho da Lua, que vai estar próxima ao radiante, a constelação de Aquário, pode atrapalhar um pouco a visão.


Dia 26 - Superlua e eclipse lunar

Em maio, haverá Superlua e eclipse ao mesmo tempo(Foto: Unsplash)/


É isso mesmo: dois eventos astronômicos na mesma noite! No dia 26, a Lua vai estar no perigeu e vai ser totalmente oculta pela sombra da Terra: um eclipse total com uma Lua maior!

Quando há um eclipse total, pode ser que também ocorra outro fenômeno: a chamada Lua de Sangue, quando o satélite fica com um brilho avermelhado.

Mas segure um pouquinho a animação. O eclipse vai ser visto de forma total na Austrália, no oeste da América do Norte e em países do Pacífico e Leste Asiático. No Brasil, o eclipse será parcial. Quem vai observar melhor são as pessoas que moram mais perto do Pacífico, como no Acre.

A Superlua, entretanto, poderá ser vista por todo mundo.


Julho

Dia 28 - Chuva de meteoros Delta Aquarídeas

É mais uma chuva que acontece todos os anos, entre os dias 14 de julho e 18 de agosto. Em 2021, porém, o evento atinge seu ápice e fica mais visível no dia 28 de julho.

O fenômeno será mais visto aqui do Hemisfério Sul - pode comemorar e olhar para o céu! 

A chuva Delta Aquarídeas foi registrada recentemente e ainda não se sabe muito sobre ela - até o cometa de origem é um mistério. Uma das teorias, sem comprovação, é que os meteoros sejam detritos do cometa 96P/Machholz, descoberto em 1986.


Agosto

Dia 12 - Chuva de meteoros Perseidas

A Perseidas é uma das chuvas de meteoros anuais mais brilhantes! Ela acontece entre 17 de julho e 24 de agosto. Em 2021, o pico será por volta de 9 a 13 de agosto, perto da constelação Perseus.

Embora as estrelas cadentes também sejam visíveis no Hemisfério Sul, a Perseidas é melhor observada no norte - por lá, dá para ver até 150 meteoros por hora!

A Perseidas é formada por detritos do cometa 109P/Swift-Tuttle, que, aliás, é considerado perigoso para o Planeta Terra.

O cometa deixa para trás uma nuvem de detritos, que flutua sempre no mesmo lugar. Quando a Terra passa por ela, a gravidade puxa alguns detritos para a atmosfera. Eles queimam ali mesmo e nem chegam a atingir a superfície.


Dia 18 - Conjunção de Marte e Mercúrio

Os dois planetas vão ficar bem pertinho no dia 18 de agosto. Mas pode ser um pouco difícil de vê-los: eles vão se aproximar no horizonte, no horário do pôr-do-Sol, mas o evento já termina por volta das 18h.

Quem mora nas regiões Norte e Nordeste do Brasil terá mais chance de ver o fenômeno.


Outubro

Dia 21 - Chuva de meteoros Orionídeas

Chuvas de meteoros causam "estrelas cadentes" no céu(Foto: Banco de Imagem: Pixabay)/


O cometa Halley também é responsável por essa chuva de meteoros - são os seus detritos que formam a Orionídeas e entram na nossa atmosfera.

Essa chuva é uma das melhores para se observar e acontece sempre entre os dias 15 e 29 de outubro todos os anos. Em 2021, ela atinge seu pico na madrugada do dia 20 para 21, com até 15 meteoros por hora. O radiante da chuva é a constelação de Órion.

As estrelas cadentes da Orionídeas são meteoros velozes - eles viajam a 66km/s - e deixam um rastro bem fino e brilhante no céu. Pode ser que a Lua Cheia atrapalhe um pouco a visibilidade.


Novembro

Dia 5 - Chuva de meteoros Táuridas do Sul

Agora, vamos ver se você entende mesmo de estrelas: conhece a Sirius, a Betelgeuse e a Rigel? Bem, a Sirius é a estrela mais brilhante, enquanto a Betelgeuse e a Rigel estão na Constelação de Órion.

É na direção delas que você precisa olhar na madrugada do dia 5 de novembro, quando a chuva de meteoros Táuridas do Sul atinge seu pico, perto da constelação de Touro.

A chuva Táuridas acontece entre 21 de outubro a 27 de novembro e tem metoros nas cores laranja, vermelho e amarelo. A chuva é dividida em duas partes - a Táuridas do Sul é visível do Brasil.

A Táuridas é formada por detritos do cometa Encke. Os meteoritos são bem importantes para a ciência, porque pesquisadores acreditam que o Encke pode ter tido um papel fundamental na história do nosso planeta.


Dia 8 - Aproximação de Vênus e Lua

Na noite do dia 8, Vênus vai chegar mais perto da Lua. Na verdade, o planeta já se aproxima a partir do dia 7, mas, como a Lua vai estar crescente, vai ser mais difícil de visualizá-la.

Nos dias 8 e 9, a Lua vai estar mais visível, mas Vênus já vai ter se afastado um pouquinho. Mesmo assim, é a melhor oportunidade para observar o evento.


Dia 17 - Chuva de meteoros Leônidas

A Leônidas é uma chuva de meteoros um tanto imprevisível e tem menos estrelas cadentes: são apenas de 10 a 20 por hora, perto da constelação de Leão. Mas vale observar. Podem aparecer "bolas de fogo", com um tempo de duração maior que o normal. Os meteoros também podem atingir altas velocidades, chegando a 70 km/s.

A chuva vem do cometa 55P/Tempel-Tuttle, que leva 33 anos para completar uma volta ao redor do Sol.


Dia 19 - Chuva de meteoros Geminídeas

A última chuva de meteoros fecha 2021 com chave de ouro! A Geminídeas tem muitos meteoros, que viajam em uma velocidade mais baixa, então ficam mais visíveis. A previsão é que apareçam no céu 120 meteoros por hora.

A chuva atinge seu pico na madrugada do dia 19 de novembro e, como o nome indica, tem o radiante na constelação de Gêmeos. Os meteoros são detritos do asteroide 3200 Faetonte.


Dia 19 - Eclipe lunar parcial

É isso mesmo: dois eventos em uma mesma noite! Além da chuva de meteoros Geminídeas, a lua terá eclipse parcial.

No fenômeno, a Terra passa em frente ao Sol e projeta sua sombra na Lua. Como o planeta não se alinha perfeitamente com o satélite natural, só uma parte da Lua fica na escuridão.

Nesta noite, a Lua vai estar cheia, mas longe da Terra - será uma Microlua cheia. O eclipse será visível no México, na América Central e na América do Sul.


Com informações do Hora de Santa Catarina




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