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Sexta, 20 de novembro

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CULTURA

10 anos da morte de Paulo Moura

Maestro é homenageado com composição de Daniella Spielmann e Silvério Pontes

Por Eduardo Pinheiro

Nesse domingo (12), completaram-se 10 anos do falecimento do músico Paulo Moura. Daniela Spielmann, renomada saxofonista brasileira, junto ao trompetista Silvério Pontes, compuseram uma música em homenagem ao Maestro. A música foi batizada de "Clarinete do Moura". 

Paulo Moura foi compositor e arranjador de choro, samba e jazz. Considerado um dos maiores nomes da música instrumental brasileira, o clarinetista tocou com grandes nomes da Música Brasileira como Ary Barroso, Maysa, Elis Regina, Milton Nascimento e Sérgio Mendes. 

Era uma noite de segunda-feira, no dia 12 de julho de 2010, quando Paulo veio a falecer. Foi internado no dia 04 de julho na Clínica São Vicente com linfoma (câncer do sistema linfático). O músico tinha 77 anos, e completaria mais um ano de vida 3 dias após o seu falecimento, no dia 15 de julho. 

Para Daniela Spielmann, Paulo Moura é uma de suas principais referências de sopro no saxofone, de música, de carreira e de inspiração de vida. O maestro possuía uma carreira extensa. Desenvolveu seus dons musicais e tocou em orquestras populares. Assim que entrou no cenário musical profissional, começou a ser muito conhecido por sua carreira como solista, inclusive ganhando prêmios de melhor interprete de Jazz.  

Daniela também comenta que Paulo Moura vinha de uma tradição de músicos que se criaram na família. Ele era filho do Sr. Pedro Moura, que teve 10 filhos, e a maioria de seus filhos foram músicos. Pedro Moura nunca quis que seus filhos servissem no exército, por isso os incentivava que aprendessem música. Isso ocorreu na época da 2ª Guerra Mundial. 

"Uma honra ter tido o privilégio de estar perto do Paulo, a minha ligação com o Paulo aconteceu de perto, eu tive na casa dele várias vezes, pude entrevista-lo porquê a minha dissertação de Mestrado foi sobre o Paulo Moura" - afirma Daniela Spielmann. 

"Fez um concurso, passou para o Teatro Municipal em 1º lugar e assim se tornou o 1º clarinetista do Teatro Municipal, também trabalhando simultaneamente com a Bossa Nova. Ele tinha um trabalho na orquestra (Teatro Municipal) pela manhã, tocava em Cassinos e em outras orquestras que se apresentavam em Hotéis. Era arranjador, tocava na televisão, tocava nos seus shows próprios, tocava no Beco das Garrafas onde ele participou ativamente tendo contato com Moacir Santos e Edson Machado", relata Spielmann.

Em 2011, um ano após sua morte, foi lançado a biografia "Paulo Moura - Um Solo Brasileiro", de Halina Grynberg, sua esposa por 26 anos, que escreveu o livro baseado em entrevistas que ela fez com Paulo Moura.




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