Lorran Barentin

Herdeiro da Lenha na Fogueira e diretor do Jornal Razão. "Jornalismo é publicar aquilo que alguém não quer que se publique. Todo o resto é publicidade".

Pega fogo a relação entre prefeito e vereadora de Tijucas

Nos bastidores, dizem que Nadir receberá mais sanções que a Rússia

Pega fogo a relação entre prefeito e vereadora de Tijucas

Se sonhava em ser presidente da Câmara de Tijucas, Nadir de Amorim precisa urgentemente encontrar um mecanismo milagroso para se reconciliar com o prefeito Eloi Mariano Rocha.

Apesar de serem poderes distintos, o Legislativo e o Executivo de Tijucas, tradicionalmente, quase sempre agiram em uníssono. Como diria o Juarez, "um puxadinho". 

Entretanto, os parlamentares da atual legislatura cansaram disso e cada vez mais partem para cima dos temas que impactam a população tijuquense, doa a quem doer. Só que esse "partir para cima" é carregado de muito respeito à opinião e anseios do Chefe do Executivo. 

Nos bastidores, diz-se que está sendo articulado apoio para que Mauricio Poli seja sucessor de Maickon Campos Sgrott e, consequentemente, o próximo presidente da Câmara Municipal de Tijucas. Essa articulação estaria encontrando certa dificuldade por conta do, até então, forte nome de Nadir de Amorim para o cargo. Só que os últimos capítulos da política na Cidade do Abacate fizeram com que Nadir recebesse uma "chuva de sanções", quiçá maior do que as impostas à Rússia. 

O estopim para o rompimento de Nadir e Eloi Rocha seria o apoio da vereadora a eleição de Jorginho Mello, em detrimento do apoio de Eloi à Carlos Moisés, fato este considerado pelo Professor Eloi como grave ato de traição. 

Eloi disse ao Jornal Razão, em entrevista ao Conversa Franca, que "posicionou Nadir estrategicamente" na Secretaria de Saúde, afim de que fosse conhecida pela população e conquistasse o apoio necessário para se eleger vereadora. 

"Pra mim é uma filha, mas ela sabe o que ela fez e vai doer no coração", garante Eloi.

Nadir e Eloi teriam também se envolvido numa inusitada e polêmica situação. Ao que tudo indica, uma ligação ligada e depois "não desligada", seguida de insultos proferidos por uma persona non benquista de dentro do gabinete, teria deixado a discussão ainda mais acalorada. 

Em tempo, Consuelo Azevedo logo sairá da Câmara, pois encerrará seus 30 dias. Todavia, muito em breve teremos outra mulher, detentora de cadeira na Câmara, estreando no Legislativo. 

Como diria o Paulinho, a política ama a traição, mas odeia o traidor.