O sucesso do primeiro Réveillon realizado na praia de Tijucas (SC) marcou o início de uma nova fase para o litoral do município. Com a orla lotada, famílias reunidas e um forte clima de pertencimento, o evento funcionou como vitrine de um projeto maior que já tem data para sair do papel: a criação da futura Avenida Beira Mar.

Durante a virada do ano, o prefeito Maickon Sgrott confirmou publicamente que a ordem de serviço para o início das obras deve ser assinada ainda em janeiro. A reurbanização da orla está prevista para ocorrer ao longo de 2026. O vice prefeito Rudnei de Amorim também acompanhou o evento e reforçou o compromisso da gestão com a transformação definitiva da praia.
O projeto prevê a implantação de uma avenida paralela à faixa de areia, com duas faixas de rolamento e estacionamento em 45 graus, permitindo melhor organização do trânsito e integração com o bairro. A proposta inclui ainda calçadas largas, espaços para ciclistas, iluminação pública moderna e paisagismo com áreas verdes.

Na faixa de areia, estão previstas quadras demarcadas para vôlei e futevôlei, além de acessos estruturados à praia com rampas suaves, pórticos de madeira e sinalização. A ideia é transformar a orla em um espaço contínuo de lazer, esporte e convivência, respeitando as características naturais do local.
A Praia de Tijucas é única em Santa Catarina porque não nasceu para ser praia de mar aberto. Ela é o ponto onde o rio encontra o mar. Os rios que descem do interior carregam terra extremamente fina, quase como um pó. Quando essa água chega ao litoral, encontra um ambiente de mar calmo, sem ondas fortes o suficiente para espalhar esse material.
Além disso, a praia possui uma formação natural rara que funciona como um grande quebra ondas. É como se a própria natureza tivesse criado uma barreira. O resultado é simples e visível: a água não consegue “limpar” o fundo, e a lama vai se acumulando ao longo de séculos.

Essa lama é rica em nutrientes e serve de alimento para peixes, crustáceos e aves migratórias. A água mais escura e o solo lodoso fazem parte de um ecossistema próprio, típico de regiões onde o rio encontra o mar. Tijucas nunca foi praia de onda forte.
Durante o Réveillon, moradores e visitantes destacaram que, pela primeira vez, muitas famílias não precisaram sair da cidade para celebrar a virada do ano. A praia, que por décadas ficou fora do calendário de grandes eventos, passou a ser ocupada e valorizada como espaço público.

Outro ponto citado pela administração municipal é a futura construção dos molhes do rio, obra considerada estratégica para a organização da orla e para consolidar um novo cenário urbano na região. Segundo a gestão, o cuidado com a praia passa a ser permanente, com manutenção contínua e maior zelo pelo espaço. A expectativa é de que, com o apoio do Governador Jorginho Mello (PL), a tão sonhada obra do molhes saia do papel.

O prefeito Maickon Sgrott destacou que o Réveillon não foi um evento isolado, mas o primeiro de muitos que devem acontecer na praia de Tijucas. Já o vice prefeito Rudnei de Amorim reforçou que a meta é fazer da orla um local vivido pela população durante todo o ano.
Com planejamento urbano, ocupação consciente e investimento em infraestrutura, Tijucas inicia um novo capítulo na relação com o próprio litoral. A futura Avenida Beira Mar surge como símbolo dessa transformação e da consolidação da praia como um dos principais espaços públicos da cidade.
