Uma jovem de 17 anos que saiu da Bahia com o filho pequeno para Santa Catarina gravou um vídeo nas redes sociais pedindo ajuda para conseguir a emancipação. Segundo ela, a mãe se recusa a assinar o documento e, sem um responsável legal, a adolescente não consegue se matricular na escola, trabalhar formalmente ou abrir uma conta bancária.
Conforme o relato, a jovem parou de estudar no primeiro ano do ensino médio após engravidar. O filho já frequenta a creche e ela quer retomar os estudos, mas precisa de um responsável para realizar a matrícula e acompanhá-la na escola. A adolescente afirma que procurou o Conselho Tutelar, mas foi informada de que o órgão não pode obrigar a mãe a conceder a emancipação.
Mãe fugiu escondida para SC
Segundo a adolescente, a mãe morava com ela, o marido e o filho na Bahia. Em determinado momento, a mãe arrumou um novo companheiro e saiu escondida para Santa Catarina, sem avisar. O contrato de aluguel da casa onde a jovem morava estava no nome da mãe e, quando venceu, a mãe entrou em contato apenas para mandar a filha sair do imóvel.
Sem alternativa, a jovem veio para SC com o filho e o companheiro. Ao chegar, conta que a mãe a colocou para fora de casa novamente. A adolescente precisou alugar um imóvel às pressas e diz que paga R$ 2.025 de aluguel neste mês, sem ter renda própria.
Sem renda e com documento irregular
A jovem conta que sobrevive com R$ 200 de pensão enviados pelo pai. Como não possui conta bancária no próprio nome, depende da conta do companheiro para receber qualquer valor. Segundo ela, o marido da mãe chegou a bloquear o pai dela nas redes, o que impediu o envio da pensão.
A adolescente relata ainda que possui um processo em aberto relacionado à documentação pessoal, problema que já existia antes da gravidez e que, segundo ela, nunca foi resolvido pela mãe. A situação teria gerado reflexos também no documento do filho, que estaria com dados incorretos.
Relatos de abuso e negligência
No vídeo, a adolescente também relata situações graves dentro do ambiente familiar. Segundo ela, teria sido vítima de abuso por parte de um familiar e de assédio pelo companheiro da mãe, sem que providências fossem tomadas. A jovem afirma que a mãe teria sido conivente com as situações e que esses episódios são parte dos motivos pelos quais não quer mais manter contato.
Apelo por emancipação
No apelo, a jovem pede que a população ajude a dar visibilidade ao caso para que chegue ao Conselho Tutelar e à Defensoria Pública. Ela reforça que não busca exposição da mãe, mas sim o direito de estudar, trabalhar e seguir a vida de forma independente. “Eu não quero contato nenhum com ela. Só quero a minha emancipação”, disse.
A mãe da adolescente a bloqueou de todas as redes sociais, segundo o relato. A jovem afirma que a mãe se recusa a emancipá-la porque “quer que eu fique o tempo todo correndo atrás dela”.
Contato
Quem puder ajudar a jovem pode entrar em contato pelo WhatsApp (48) 99623-4181.
Até a publicação desta reportagem, não havia manifestação oficial do Conselho Tutelar ou da Defensoria Pública sobre o caso. A situação segue sem resolução e a adolescente continua impossibilitada de exercer direitos básicos por falta da emancipação.


