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em Economia

Santa Catarina dispara e passa a ter um dos maiores salários mínimos do Brasil

Foto de Por equipe <span style="color:#1877F2; font-weight:700;">Jornal Razão</span>

Por equipe Jornal Razão

Publicado em 13/04/2026 15h05
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Os valores representam um ganho entre 13,6% e 29,9% acima do salário mínimo nacional

Santa Catarina passa a ter o segundo maior salário mínimo regional do país após a sanção de uma nova lei pelo governador Jorginho Mello. A medida atualiza os valores do piso estadual e amplia a diferença em relação ao salário mínimo nacional.

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Com a mudança, os trabalhadores catarinenses passam a receber entre R$ 1.842 e R$ 2.106, dependendo da atividade exercida. Os valores representam um ganho entre 13,6% e 29,9% acima do salário mínimo nacional, atualmente fixado em R$ 1.621.

Na prática, mesmo na faixa inicial, o trabalhador em Santa Catarina recebe R$ 221 a mais do que o piso nacional. Já na faixa mais alta, a diferença chega a R$ 485, reforçando o estado como um dos que oferecem as melhores remunerações mínimas do Brasil.

Segundo o governador, o reajuste de 6,49% garante ganho real aos trabalhadores, ficando 2,23% acima da inflação registrada em 2025. “Valoriza quem produz e movimenta a economia”, afirmou.

O piso regional é aplicado a categorias que não possuem salário definido por lei federal ou por acordos coletivos, funcionando como uma garantia mínima de remuneração em diversos setores.

Com a nova lei, os valores ficam divididos em quatro faixas:

A primeira faixa sobe de R$ 1.730 para R$ 1.842 e contempla trabalhadores da agricultura, pesca, construção civil e empregados domésticos.

A segunda faixa passa de R$ 1.792 para R$ 1.908, abrangendo setores como vestuário, calçados, papel, comunicações e telemarketing.

A terceira faixa vai de R$ 1.898 para R$ 2.022, incluindo trabalhadores da indústria química, farmacêutica, alimentação e comércio.

Já a quarta faixa sobe de R$ 1.978 para R$ 2.106, destinada a áreas como indústria metalúrgica, mecânica, gráfica, tecnologia da informação, motoristas e profissionais da saúde.

Os novos valores têm efeito retroativo a 1º de janeiro de 2026.

Dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos indicam que cerca de 61,9 milhões de brasileiros têm rendimentos ligados ao salário mínimo nacional, incluindo aposentados, trabalhadores formais, autônomos e empregados domésticos.

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