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PEDALA NARBAL

As Missões Jesuíticas em capítulos

    Às vezes a memória nos prega peça. Principalmente em tempos onde somos inundados por uma verdadeira enxurrada de notícias, informações, imagens e vídeos. Por isso, o registrar, o escrever e, principalmente, o compartir, para que as memórias não sejam perdidas, esquecidas.
    E é isto que estamos fazendo agora, três anos depois da nossa linda e épica viagem pelos trinta povos das Missões Jesuíticas, localizados no sul do Brasil, Argentina e Paraguai. Na nossa humilde tentativa de descobrir e desvendar esta verdadeira epopeia católica/indígena na América do Sul, começamos pelo Brasil, mas precisamente pelo Rio Grande do Sul. Esta parte do Brasil abriga sete povos, ou ao menos, o que ainda restou deles.
    O sítio arqueológico de São Miguel das Missões, sem sombra de dúvidas, é o mais impressionante e bem preservado. Outros, como o existente em São Luiz Gonzaga, literalmente, não restou pedra sobre pedra para contar a história. Aliás, história que bem contou nosso agora amigo e poeta, Lori Schiavo, morador de São Nicolau, que através de suas linhas métricas, bem retrata toda uma região, um dos berços da colonização de todo o Rio Grande. Um dos exemplos clássicos de como toda a história desapareceu, eram os famosos "pedreiros", pessoas responsáveis por arrancarem os imensos blocos de arenito de mais de 300 anos e vendê-los as pessoas, para servirem de alicerce as suas casas. O famoso sobrado da Família Silva é um exemplo disto. Foi ali também, que os famosos encontros as escuras aconteciam sobre aquilo que viria a ser a famosa Coluna Prestes, um movimento político e militar, idealizado e encabeçado por Luiz Carlos Prestes, que percorreria boa parte do Brasil nos idos de 1920.

A arte missioneira

    Voltando a poesia, naturalmente entramos em contato com a música, a música missioneira. Numa ida a pequena Bossoroca, conhecemos um pouco mais da história do polêmico e talentoso cantor missioneiro Noel Guarani. Através da figura ímpar do senhor "Bichinho", parente de Noel ainda vivo, conhecemos um pouco mais das histórias desta figura ímpar para a cultura regional e brasileira. Foi também ali que conhecemos um pouco mais sobre a história da ilex paraguariensis, popularmente conhecida como erva-mate. Esta região, alias, era um dos grandes produtores, responsáveis por distribuí-la para todos os trinta povos, durante o período jesuítico. Durante um período, chegou a ser banida e condenada em todas as missões. Entretanto, diante da recusa e oposição dos indígenas guaranis em realizar as atividades primordiais a subsistência das missões, os padres não tiveram outra alternativa a não ser liberar seu consumo.
    A bem da verdade, dizem que sorver um bom "amargo" (mate) é muito bom para pensar, muito bom para relembrar. Então, bebendo um mate neste friozinho que começa a bater na nossa porta, compartimos com vocês mais um pouquinho das nossas memórias por estas lindas querências do Rio Grande do Sul.

Nosso encontro

Ah pessoal, não se esqueçam de assistir e acompanhar nas nossas redes sociais e do Jornal Razão o último episódio exibido na última terça-feira (22/06) que conta mais em detalhes nossa passagem pelo Rio Grande do Sul. Sem esquecer que na próxima terça-feira, sempre às 19h nossa saga pelo Rio Grande continua, contando um pouquinho do que vem por aí na vizinha Argentina.

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