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PEDALA NARBAL

Em Conversos com a Cultura e a Tradição de Bombinhas

E não é que o raio caiu três vezes no mesmo lugar?

Em nossas caminhadas diárias pelo Mariscal, mais constantes do que nunca por conta da pandemia, conhecemos pessoas e principalmente lugares. Mas, muitas vezes, existem lugares por perto que passam despercebidos.

E, trabalhando novamente, "garimpamos" nosso barro, ou melhor, nossa argila. E veio através de Roger Bally, um ceramista argentino radicado no Brasil há quase três décadas, que extrai dessa matéria prima essencial, uma arte que corre todo nosso país, ultrapassando as fronteiras de além mar.

Indescritível a sensação de voltar a tocar a argila, e dar forma a ela. Pratos, vasos e bonecos (Pedro fez um orangotango), começaram a brotar em meio aos trabalhos do exímio artista, como pratos, copos, tacas entre outros utensílios feitos com exclusividade e cuidado extremo.


Vendo as inspirações do artista, que segundo ele, provêm da natureza e da rica cultura e tradição que nos cerca, avistei o que parecia ser um boi de mamão, ou melhor, um folguedo completo. A Bernunça e a Maricota, junto a cópias de inscrições rupestres estavam ali, impressas no fino e preciso esmalte do barro.


E falando em Boi de Mamão, nada melhor do que fazer uma visita a Rô do Engenho, ícone e patrimônio municipal no que concerne a esta tradição cada vez mais rara no nosso estado.

Mais do que tradição, a cultura do Boi de Mamão, e tudo que está envolvida nela, é um patrimônio imaterial catarinense. Através do Engenho do Sertãozinho, e do Instituto Boimamão, Rô do Engenho como e conhecida carinhosamente por todos em Bombinhas, nos faz viajar em meio a bois, cavalinhos, bonecos, bernunças e cantigas, o tão conhecido folguedo do Boi de Mamão.

Nosso Pedro, adorou, amou e interagiu com os famosos bonecos em miniatura, embalado pelas antigas cantigas entoadas pela própria Rô. Mas estávamos num antigo engenho de farinha, que virou museu popular. Todavia, será que ainda existiam os tão tradicionais engenhos da popular farinha de mandioca, iguaria extremamente apreciada em todo nosso litoral? Para nossa grata surpresa, sim!!!

Daqueles movidos a parelha de bois, funcionando, infelizmente não. Mas o famoso Engenho do Miminho, cuidadosamente transladado por especialistas, faz com que não esqueçamos parte de uma rica cultura que pontuava todo o litoral barriga verde.

Entretanto, não pensem que ainda não se produz farinha de mandioca da boa, daquela fininha e clarinha que só nos catarinenses produzimos! O senhor Suel e a dona Salete que não nos deixem mentir. Os bois de antigamente foram substituídos por motores elétricos, mas grande parte da mandioca ainda continua sendo plantada atrás de casa, e depois raspada a mão!

E vocês não acreditam que farinha comemos. Como se não bastasse, tivemos o privilégio e a honra de comer beijus feitos na hora, direto na chapa do fogão a lenha.

E depois dessa comilança toda, nada que melhor do que uma consertada feita por dona Salete, mestra da cultura tradicional bombinense. Esta bebida preparada com café passado, gengibre, cravo, canela, açúcar e erva doce era preparada pelos ditos "antigos" para receberem suas visitas nos períodos de festa.

Com a alma e barrigas cheias, seguimos nossa jornada pela até então desconhecida Bombinhas.

O que vem aí

No próximo quadro, compartilharemos um pouco do entretenimento e esportes praticados na bela península de Bombinhas. Sigam-nos através das nossas redes sociais e do Jornal Razão.

Gratidão da Chris, do Narbal e do Pedro.


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