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Pedala Narbal

O mais belo Porto, e irresistível por natureza

Olhando as tainhas fresquinhas no balcão frio de uma peixaria na Santa Luzia, bairro "pesqueiro" de Porto Belo, frescas vieram também as imagens da minha infância nessa cidade. Como as primeiras tainhas da temporada, que começaram a cair nas redes a partir do último 1º de maio, caíram também na minha frente todas as fotografias que gravei, desde a minha tenra infância.

 O tempo passou, Porto Belo mudou, mudei também, mas o carinho, e a irresistível beleza dessa "pérola" do Atlântico, continua a mesma. Olhei para Chris, olhei para o Cachad´aço, numa manhã linda de terça-feira, sem ninguém, e chorei. Chorei de alegria, invadido por uma nostalgia boa, pois para mim Porto Belo, continuava sendo a mesma de 40 e poucos anos atrás. Não resistimos, ao chegar ao Estaleiro, com suas águas verdes turquesa transparentes, e mergulhamos. O friozinho do outono parece que deixou ainda mais irresistível nosso lindo Porto Belo. E ao sairmos da água, parecíamos renovados, rejuvenescidos, como se tivéssemos mergulhando na Ilha de Porto Belo, depois de atravessar toda a baia a remo num pequeno "caico" de madeira. E para surpresa nossa, na praia principal da ilha, pertencente a família Stodieck, o Arão, amigo de infância estava nos esperando. Responsável pelo lugar, Arão explicou o nível de sustentabilidade e respeito que a ilha atingiu no que diz respeito a preservação com uso racional e responsável do meio ambiente. A trilha em volta da ilha, acompanhada pelo biólogo Douglas, foi uma verdadeira aula sobre a flora e fauna local, tendo como ápice os famosos petroglifos, inscrições feitas na pedra, que segundo alguns estudiosos remontam mais de 4000 anos. Mas, o lixo ainda deixado por turistas há mais de 20 anos, juntamente com fotos do esqueleto da última baleia franca "descarnada" na ilha nos idos de 1950, nos lembram de quanto mal nós podemos causar a Mãe Natureza. Entretanto, ainda há esperança, e ela veio com o vento, ou melhor, com Luciano e sua canoa a vela polinésia, numa velejada também nostálgica na linda baia. Apelidada de canoa "portobelinesia", durante duas horas esquecemos do tempo, e vimos nosso Porto Belo, do melhor ângulo possível, aquele que certamente encantou Sebastião Caboto, um dos primeiros "descobridores" a aportar por aqui, em 1527. "O almoço está servido", disse o simpático dono do restaurante em Santa Luzia. E adivinhem o que era? Peixe fresquinho, vindo direto dos barcos ancorados na frente do rio que leva o mesmo nome do bairro.

 Porto Belo, com certeza tem um lugarzinho especial no nosso coração, e sem sombra de dúvidas ainda continua naturalmente irresistível...

Até breve

 A partir de agora estaremos compartilhando com vocês um pouquinho deste lugar especial do lindo Atlântico Sul. Muita coisa ainda vem por ai. Cultura, tradição, esportes radicais, curiosidades e muito mais. Pois quem sabe, escavando bem escavadinho, como dizem os moradores de origem açoriana, não encontramos mais tesouros nas enseadas deste lugar ímpar.

 Acompanhem-nos através das redes sociais. Coisa mais linda meu quiridu!!!


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