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TIJUCAS

Menino de Tijucas sonha em ser bailarino do Bolshoi da Rússia

Independente de gênero sexual, o ballet é uma arte clássica de grande importância e expressão. Hoje em dia, muitos homens começaram a praticar o ballet.

Por Lorran Barentin / Redação JR

Independente de gênero sexual, o ballet é uma arte clássica de grande importância e expressão. Hoje em dia, muitos homens começaram a praticar o ballet.

É raro encontrar meninos que sejam dançarinos desde crianças, mas frequentemente nos deparamos com meninas que entram para as escolas de ballet com 4 ou 5 anos.

Todavia, em Tijucas, na Ballare's Espaço da Dança, encontramos um garoto que vai na contramão do resto do mundo. Miguel Quirino Lemos, de apenas 10 anos, é multiatleta: praticante assíduo e apaixonado de taekewondo e ballet.

Nesta celebração do Dia das Mães, o Jornal Razão propôs uma reportagem bastante peculiar, onde uma mãe e seu filho realizaram o sonho um do outro: Miguel, o de fazer ballet e Valesca, o de ver seu filho nos palcos.


O despertar

 Para contarmos esta história, é preciso começar, logicamente, do começo. Miguel tinha cinco anos quando assistiu à uma aula experimental de ballet promovida no SESC de Tijucas. Na oportunidade, a professora afirmou que o ballet também podia ser para meninos e apresentou um aluno de sua turminha.

 Aquilo tocou no coração do pequeno Miguel, que decidiu tornar do ballet uma meta de vida. Em conversas com seus amiguinhos, acabou sendo convidado por uma amiga para assistir à uma aula da Tia Thais, no Ballare's de Tijucas.

 "Eu fui e gostei. Eu não sabia se menino podia fazer, na minha cabeça só naquela turminha lá menino podia fazer balé. Eu sempre gostei de dançar, daí resolvi perguntar pra Tia Thais se ela poderia me ensinar", conta Miguel.

O incentivo dos pais

 "Miguel, você tem certeza que quer fazer ballet?": essa foi a resposta da mãe quando o filho declarou sua vontade.

 Valesca Quirino conta que no começo ele ficava encabulado de falar que fazia ballet, mas foi ensinado que tinha que encarar de frente, com responsabilidade. Ele precisou de fato assumir que é um bailarino. Hoje em dia ele conta para todo mundo, os amigos todos sabem que ele faz ballet. Ele não disfarça para ninguém. Nem mesmo diz que é aula de dança, ele diz propriamente que é ballet.

Amor pela dança surgiu aos cinco anos de idade

"Ele amadureceu muito, principalmente na parte do preconceito. O Miguel se fortaleceu bem nisto. É preciso ter força, pois os preconceitos nós sempre soubemos que viriam. Nunca desistiu e está aí, dedicado, há cinco anos. Para o Miguel, faltar a uma aula de ballet é o mesmo que o mundo acabar. Acredito que ele irá buscar seguir o ballet como profissão", afirma o pai, Thiago Vieira Lemos.

A realização de um sonho

 Tendo apenas filhos homens, a professora da rede pública de ensino Valesca Quirino nunca havia imaginado que assistiria seu filho apresentar-se no maior teatro de Santa Catarina. Porém, anos depois, isto aconteceu. Com a dedicação de Miguel aumentando mais e mais a cada dia, Valesca despertou o amor de mãe para incentivar seu filho a seguir trilhando o caminho da dança.

"Sempre comento com a Thais que hoje, para mim, o Miguel me realiza como mãe. Cada apresentação é um momento incrível. Se ele decidir parar, irei aceitar, mas sou apaixonada por vê-lo dançando. Ter vivido tudo isto com meu filho foi uma oportunidade inesquecível. Por esta razão que sempre lhe apoiei. Me emociono porque é de coração. Ele não quer ser apenas mais um menino na apresentação. Ele dança porque ama. É algo impressionante.", conta a mãe.

O futuro

 A meta de Miguel não é ficar apenas nos palcos de Santa Catarina. Ele quer alcançar patamares mais elevados, dignos de um grande dançarino.

 Conversando com nossa equipe, o pequeno bailarino declarou que vai fazer de tudo para conseguir ser aprovado num teste para a Escola de Teatro Bolshoi de Santa Catarina, uma das maiores escolas do Brasil e a única filial do famoso Teatro Bolshoi, da Rússia.

Aliás, depois de passar pelo Bolshoi do Brasil, o sonho de Miguel é justamente ser bailarino do Bolshoi da Rússia.


Miguel e sua mentora, a Tia Thais do Ballare

"Eu aprendi que ballet não é só uma dança, é bem mais que isso. Ballet me dá coordenação motora, disciplina e elasticidade", afirma Miguel.

Quebrando tabus

"O preconceito é presente. Até mesmo uma vizinha nossa, que desmotivou ao ouvir que ele gostaria de fazer aula de ballet. Só que, além do ballet, ele é lutador de taekwondo e passará neste ano para a faixa preta. Isto prova que o ballet não é só para menina e que não interfere em sua vida, apenas lhe dá mais vigor para o outro esporte, o taekewondo, que é muito diferente do ballet. Por ele fazer o ballet, sempre dá um baque. Achavam que ele não conseguiria se dedicar aos dois esportes, mas ele provou que é possível. O objetivo dele em conquistar a faixa preta é, para o Miguel, super importante, na mesma proporção do amor que ele tem pelo ballet", conta o pai, Thiago.

Um convite

 Nas palavras do Miguel: "A tia Thais é uma professora de ballet muito boa, é a minha inspiração. Acho muito legal treinar aqui com ela. Você que é menino e gosta de dançar, não precisa ter vergonha do Ballet. É só vir ao Ballare's e fazer uma aula experimental. Tenho certeza que vocês vão gostar. É bem legal!", finaliza o bailarino de Tijucas.






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