Havia um cachorro caído no meio da pista. O carro que o atropelou não parou. Paulo, na época engenheiro de telecomunicações a caminho do trabalho, também poderia ter seguido em frente. Não seguiu. Esse instante, em 2012, mudou o rumo da sua vida para sempre.
Natural do Rio de Janeiro, Paulo veio morar na região de Guarda-Embaú, litoral sul catarinense, atraído pelo mar e pelo surf. Trabalhava numa multinacional e levava uma rotina convencional, até o dia em que parou o carro, enrolou o animal ferido no tapete do banco traseiro e o levou a uma clínica veterinária antes de continuar para o expediente.

O cão, batizado de Mandíbula, passou por cirurgia, se recuperou e foi adotado. Treze anos depois, em 2025, a família adotiva entrou em contato: Mandíbula havia morrido de velhice e viveu 13 anos cercado de amor.

O que começou com um único resgate foi crescendo aos poucos. Após Mandíbula, Paulo encontrou uma cadela com oito filhotes. Organizou doações, fez a castração da mãe e devolveu-a ao dono. Foi nesse momento que, segundo ele, passou a “olhar pros cachorros com outros olhos”.

Com o salário da multinacional, Paulo financiava os tratamentos. Com o tempo, a conta não fechava mais de um lado só. Em 2016, tomou a decisão que poucos teriam coragem: abandonou o emprego, alugou um sítio e foi morar com os 20 cães que havia resgatado até então.

Hoje, o número chega a aproximadamente 400 animais. A maioria chegou da rua: atropelados, com sarna, abandonados. Manter centenas de animais exige muito mais do que dedicação: exige recursos. Para sustentar o trabalho, Paulo conta com o apoio de quem acompanha sua trajetória pelas redes sociais.

COMO AJUDAR
No perfil @protetorpaulo no Instagram, está disponível na bio o Plano de Ração, uma forma simples e direta de contribuir com a alimentação dos animais. Quem participa ajuda a garantir que cada um dos 400 cães tenha o que comer no dia seguinte. Pequenas contribuições somadas fazem a diferença entre um dia com ração e um dia sem.


