Um vídeo publicado nas redes sociais pelo influenciador catarinense Cristian Losch reacendeu um debate recorrente em Santa Catarina sobre o uso das praias durante a alta temporada. A gravação foi feita em Itapema, no Litoral Norte, após uma abordagem da fiscalização municipal que determinou o fim de um jogo na faixa de areia.
No vídeo, o influenciador afirma que a situação envolvia apenas “uma bolinha” sendo jogada de forma simples, sem algazarra ou confusão. Segundo ele, a fiscalização entregou um aviso, pediu que a bola fosse recolhida e orientou o encerramento da atividade, com base na legislação municipal vigente.
Em Itapema, durante o período de alta temporada, entre 15 de dezembro e 31 de março, é proibida a prática de esportes na faixa de areia entre 8h e 19h. A regra vale para atividades como futebol, futevôlei, vôlei, frescobol, beach tênis e outras modalidades similares, fora das áreas esportivas demarcadas. Fora da alta temporada, a restrição ocorre em horários mais curtos. As arenas cercadas e sinalizadas, com redes de proteção, permanecem liberadas durante todo o dia.
Ao questionar se “nem uma bolinha com o filho” poderia ser permitida, o influenciador levantou dúvidas sobre o limite entre organização e excesso de rigor. A publicação viralizou e rapidamente passou a dividir opiniões.
Nos comentários, uma parcela significativa do público defendeu a fiscalização. Muitos relataram experiências de boladas atingindo crianças, idosos e até pessoas que estavam comendo ou descansando na areia. Para esse grande grupo, a regra existe para garantir segurança e convivência em praias lotadas, especialmente durante o verão.
Outros internautas, no entanto, consideraram a medida exagerada e afirmaram que falta bom senso em situações pontuais. Alguns argumentaram que atividades leves, sem risco evidente, poderiam ser toleradas, desde que não atrapalhassem os demais frequentadores.
Também houve manifestações destacando que o município oferece estruturas próprias para a prática esportiva, justamente para evitar acidentes na área destinada ao banho e descanso. Representantes e perfis institucionais reforçaram que a lei é clara e que cabe à fiscalização cumpri-la, independentemente da repercussão.
A discussão evidencia um impasse típico da alta temporada no litoral catarinense. De um lado, a necessidade de organização, segurança e respeito ao espaço coletivo. Do outro, a percepção de parte da população de que falta equilíbrio na aplicação das regras. A legislação existe e está em vigor, mas o debate sobre como ela é aplicada segue aberto.