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em Justiça

Câmera corporal de PM gravou confissão e foi decisiva para condenar três por homicídio em Chapecó

Foto de Por equipe <span style="color:#1877F2; font-weight:700;">Jornal Razão</span>

Por equipe Jornal Razão

Publicado em 13/04/2026 06h59 | Atualizado há 34 dias
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Mandante do crime comentou sobre o assassinato dentro da viatura sem saber que estava sendo gravada.

Uma gravação feita pela câmera corporal de um policial militar foi a peça-chave para a condenação de três pessoas pelo assassinato de um homem em Chapecó. O equipamento registrou o momento em que a mandante do crime comentou sobre o homicídio durante uma conversa aparentemente informal dentro da viatura, sem saber que estava sendo gravada. O julgamento pelo Tribunal do Júri durou quase 16 horas, entre a manhã de quinta-feira (9) e a madrugada de sexta (10).

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Segundo o Tribunal de Justiça de Santa Catarina, um dos momentos decisivos da investigação aconteceu quando um policial militar transportava a mulher apontada como mandante do homicídio. Durante o trajeto, ela fez comentários sobre o crime em uma conversa que parecia casual. O que ela não sabia é que a câmera acoplada ao uniforme do agente gravava tudo.

O registro serviu como ponto de partida para a investigação, permitindo que a polícia reunisse provas, identificasse os executores e esclarecesse toda a dinâmica do assassinato. Durante o julgamento, o uso da tecnologia foi destacado como fundamental para chegar à verdade.

O crime: 11 tiros por vingança

O homicídio aconteceu em 5 de abril de 2023, no bairro Efapi, em Chapecó. Conforme a denúncia do Ministério Público, a vítima manteve um relacionamento de cerca de dois anos com a mulher condenada. Após descobrir uma traição, o homem foi até a casa da ex-companheira, onde houve uma discussão violenta. Durante o episódio, a mulher foi agredida e teve o cabelo cortado com uma faca.

A partir dessa agressão, segundo o MP, ela planejou uma vingança e contratou dois homens para executar o ex-companheiro. A vítima foi assassinada com 11 disparos de arma de fogo.

As condenações

Os dois executores foram condenados por homicídio e porte ilegal de arma de fogo. As penas foram fixadas em 14 anos e dois meses e 18 anos e oito meses de reclusão, ambas em regime fechado. A diferença entre as penas se deve ao fato de um dos condenados ter utilizado arma com numeração suprimida, o que agravou a punição.

A mandante foi condenada a cinco anos de reclusão, em regime inicial aberto. O júri entendeu que ela agiu sob forte emoção provocada pela agressão que sofreu, o que resultou na redução da pena.

Um quarto acusado, apontado como motorista do carro usado na fuga, foi absolvido por falta de provas. A sentença foi lida pelo juiz da 2ª Vara Criminal de Chapecó.

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