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Júri condena a 6 anos homem que esfaqueou e cegou vítima dentro do pronto-socorro em Brusque

Foto de Por equipe <span style="color:#1877F2; font-weight:700;">Jornal Razão</span>

Por equipe Jornal Razão

Publicado em 12/04/2026 06h47 | Atualizado há 36 dias
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Réu estava embriagado e aguardava atendimento quando atacou vigilante a facadas; vítima que tentou intervir perdeu a visão de um olho.

Um homem foi condenado a seis anos de reclusão pelo Tribunal do Júri da Comarca de Brusque nesta sexta-feira (10) por tentativa de homicídio qualificado cometida dentro do pronto-socorro do Hospital Azambuja. O crime aconteceu em maio de 2019, quando o réu, embriagado e aguardando atendimento, causou um tumulto, atacou um vigilante a facadas e atingiu gravemente uma terceira pessoa que tentou intervir. A vítima perdeu a visão total de um dos olhos.

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O episódio ocorreu na noite de 18 de maio de 2019. O homem estava embriagado e aguardava atendimento no pronto-socorro quando iniciou um tumulto no local. Em determinado momento, sacou uma faca e passou a desferir golpes contra um vigilante do hospital.

Um terceiro homem que estava no local tentou separar a agressão e acabou sendo atingido pelos golpes. A faca acertou a cabeça e o olho da vítima, que perdeu permanentemente a visão de um dos olhos, consequência irreversível da tentativa de ajudar.

Condenado por motivo fútil

Após quase seis anos, o caso foi a júri popular nesta sexta-feira. O conselho de sentença reconheceu a autoria do crime, a intenção de matar e a qualificadora de motivo fútil. A pena fixada foi de seis anos de reclusão, em regime inicial semiaberto.

O condenado está solto e será intimado para se apresentar ao presídio local em até cinco dias e dar início ao cumprimento da pena.

No dia seguinte ao ataque no pronto-socorro, a Polícia Militar foi novamente acionada para conter o homem, que voltou a ficar alterado durante atendimentos médicos no hospital. A equipe aguardou o término dos procedimentos e deu voz de prisão ao agressor, que foi transferido ao Hospital Regional de São José devido à gravidade dos próprios ferimentos.

Alguns dias depois, o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) denunciou o suspeito à Justiça. À época, a promotora Susana Perin Carnaúba pediu ao juiz da Vara Criminal, Edemar Leopoldo Schlosser, que transferisse o acusado da Unidade Prisional Avançada (UPA), onde estava até o momento, para uma instituição de tratamento psiquiátrico.

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