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Justiça nega prisão de morador de Florianópolis que espancou vizinha em condomínio: ‘Zorro de Canasvieiras’

Foto de Por equipe <span style="color:#1877F2; font-weight:700;">Jornal Razão</span>

Por equipe Jornal Razão

Publicado em 01/04/2026 18h51
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Pedido de prisão preventiva por tentativa de homicídio foi feito pela Polícia Civil e apoiado pelo Ministério Público, mas o Juízo da Vara do Tribunal do Júri da Capital negou; investigado já foi removido do condomínio por decisão judicial

A Justiça de Santa Catarina negou nesta quarta-feira (1º) o pedido de prisão preventiva do homem conhecido como “Zorro de Canasvieiras”, investigado por tentativa de homicídio após espancar uma moradora e o síndico de um condomínio no bairro Canasvieiras, em Florianópolis. A solicitação havia sido formulada pela Polícia Civil e contou com parecer favorável da 36ª Promotoria de Justiça da Comarca da Capital, mas foi indeferida pelo Juízo da Vara do Tribunal do Júri.

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Conforme nota divulgada pelos advogados das vítimas, os escritórios Mezeco e Borges Advogados e Alison Arruda Advogados, a representação pela prisão foi encaminhada ao Ministério Público de Santa Catarina, que se manifestou de forma favorável ao pedido. A decisão final, no entanto, coube ao Poder Judiciário, que optou por fixar apenas medidas cautelares.

Apesar de negar a prisão, o juízo determinou que o investigado está proibido de manter qualquer tipo de contato com as vítimas e não pode frequentar o condomínio onde os fatos ocorreram. Os advogados informaram que aguardam posicionamento do Ministério Público sobre a eventual interposição de recurso contra a decisão.

Condomínio Ivone do Morro

O caso envolve o Condomínio Ivone do Morro, localizado a uma quadra do mar em Canasvieiras. Na noite do último sábado (28), conforme relatos das vítimas, o investigado atacou a moradora Eliane Silva Jesus e o síndico Pedro, de 70 anos, com um objeto contundente semelhante a um cacetete, causando ferimentos visíveis no rosto da mulher. As vítimas foram encaminhadas para exame de corpo de delito na Polícia Científica.

Eliane publicou vídeos nas redes sociais com o rosto ensanguentado e relatou que o homem ameaçava “tacar fogo” no apartamento e “matar” os moradores.

Mais de 300 boletins de ocorrência

Segundo moradores, o homem aterroriza o local há pelo menos seis anos, com mais de 300 boletins de ocorrência registrados contra ele por crimes como lesão corporal, ameaça, difamação, invasão de propriedade e dano. A moto e o carro do síndico teriam sido destruídos pelo agressor ao longo desse período.

A Polícia Militar foi acionada na noite do sábado e atendeu a ocorrência, mas não efetuou a prisão naquele momento. A Polícia Civil formulou a representação pela prisão, que foi acolhida pelo delegado e encaminhada ao Ministério Público na segunda-feira (30).

Removido do condomínio

Paralelamente à esfera criminal, tramita um processo cível de exclusão de condômino antissocial. Conforme os advogados das vítimas, uma liminar de afastamento foi deferida e cumprida na última segunda-feira (31), quando o investigado foi removido do condomínio para garantir a segurança dos moradores.

Os advogados explicaram que a ausência de manifestações públicas antes da remoção foi uma decisão estratégica, necessária para assegurar o sigilo e a efetividade da ordem judicial de afastamento.

O caso segue em investigação e tramita na Vara do Tribunal do Júri da Comarca da Capital, competente para julgar crimes dolosos contra a vida. Os advogados das vítimas acompanham os desdobramentos e aguardam o posicionamento do Ministério Público sobre eventual recurso.

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