O Tribunal de Justiça de Santa Catarina decidiu manter a prisão preventiva de um dos investigados na chamada Operação Axolote, que apura um esquema de comércio ilegal de animais silvestres e falsificação de documentos.
A defesa tentou reverter a prisão por meio de habeas corpus, alegando irregularidades na decisão e defendendo que medidas alternativas seriam suficientes. No entanto, o pedido foi negado pela 3ª Câmara Criminal.
Ao analisar o caso, o relator destacou que há indícios consistentes da participação do investigado em uma organização criminosa estruturada e com atuação em diferentes estados. Segundo as investigações, o grupo seria responsável por capturar, transportar e vender animais silvestres, além de utilizar documentos falsos para dar aparência de legalidade às negociações.
De acordo com o processo, o suspeito teria papel importante no esquema, atuando diretamente na falsificação de documentos e na comercialização dos animais, inclusive em transações interestaduais.
A decisão também levou em conta a gravidade das condutas e o risco de continuidade dos crimes. Para o tribunal, a liberdade do investigado poderia comprometer as investigações e facilitar novas práticas ilegais.
Outro ponto destacado foi a complexidade do esquema, que envolvia o uso de múltiplos celulares, contas bancárias e empresas para dificultar o rastreamento das atividades.
Mesmo com argumentos como bons antecedentes e residência fixa, o tribunal entendeu que esses fatores não são suficientes para substituir a prisão preventiva diante da gravidade do caso.
A decisão foi unânime, mantendo o investigado preso enquanto as investigações continuam.