31/10/2017 às 14h14 - Atualizado em 31/10/2017 às 14h44

Programa da Fiesc incentiva geração de energia solar em Santa Catarina

Douglas Rossi/Agência Adjori

Uma parceria entre a Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc) e duas das maiores empresas de energia do País, Engie e Weg, pretende incentivar a geração de energia limpa pelas mais de 50 mil indústrias catarinenses. O termo prevendo a implantação do Programa Indústria Solar foi assinado na manhã desta sexta-feira (27), na sede da Fiesc, em Florianópolis.

O presidente da Federação, Glauco José Côrte, destacou a qualidade e abrangência dos projetos desenvolvidos no Estado. Para ele, isso só é possível graças à agilidade e cooperação que existe entre os setores público e privado em Santa Catarina. Em seu discurso, Côrte aproveitou para agradecer as empresas parceiras do Programa.

Silvio Dreveck, presidente da Assembleia Legislativa (Alesc), também prestigiou o lançamento do Programa Indústria Solar. O deputado chamou a atenção para o papel dos agentes públicos como responsáveis pela divulgação de boas notícias, e fez críticas a quem, nas palavras dele, só se interessa em propagar informações pessimistas.

O presidente do Legislativo destacou também a importância das ações na área de Educação, principalmente voltadas à capacitação dos trabalhadores. Dreveck finalizou afirmando que Santa Catarina se destaca entre os demais Estados, servindo de exemplo para todo o País.

Implantação do Programa

 

O Programa Indústria Solar está dividido em fases. A primeira delas prevê a disponibilização de sistemas fotovoltaicos residenciais com condições facilitadas para os colaboradores da Fiesc, Engie, Weg, Sesi, Senai, Iel e Celesc. Os interessados terão acesso a linhas de crédito com taxas de juros menores do que as praticadas no mercado. Os preços dos equipamentos também serão diferenciados. As inscrições para essa etapa começarão no dia 20 de novembro. Na fase seguinte, prevista para 2018, será a vez de colaboradores de outras empresas catarinenses participarem. Posteriormente, serão as próprias indústrias as beneficiadas.

Ainda que esteja na “etapa piloto”, o Programa já se destaca pelos números. Juntos, Fiesc, Engie, Weg, Sesi, Senai, Iel e Celesc, possuem cerca de 40 mil colaboradores. Se apenas 10% deste total aderir à iniciativa, serão quatro mil novos sistemas fotovoltaicos entrando em operação no Brasil. Segundo dados recentes da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), no País existem atualmente 16 mil sistemas fotovoltaicos conectados à rede elétrica.

 

Como funciona

Um sistema fotovoltaico gera energia elétrica por meio da radiação solar. Normalmente instalado nos telhados, o sistema é a tecnologia mais disseminada no planeta para a microgeração distribuída de energia limpa e renovável.
As residências e empresas que possuem esses sistemas produzem a própria energia que consomem, sendo que qualquer excedente é jogado na rede elétrica e se transforma em créditos junto à Distribuidora. Esses créditos, que possuem uma validade de cinco anos, são utilizados nos momentos em que a unidade estiver consumindo mais energia do que gerando, como dias de chuva ou à noite.

União de forças

 

A Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc) mantém ações voltadas à promoção de um ambiente favorável aos negócios e ao estímulo à inovação. Mantida e administrada pelo setor industrial com os mesmos parâmetros das melhores empresas privadas, a Fiesc compõe um dos alicerces da competitividade industrial catarinense.

A empresa Engie é a maior geradora privada de energia elétrico do país, e opera, atualmente, em 32 usinas em todo o Brasil, sendo 90% da sua capacidade instalada proveniente de fontes limpas e renováveis. O grupo também oferece soluções para comercialização de energia e eficiência elétrica, além de serviços relacionados à engenharia e integração de sistemas.

A catarinense Weg é uma das maiores fabricantes de equipamentos elétricos do mundo. Com uma ampla linha de produtos, a empresa busca em suas operações a máxima eficiência, redução de custos e o aumento da produtividade.

O Programa Indústria Solar também tem o apoio da Celesc, BRDE e Cecred.

 

Douglas Rossi/Agência Adjori