Pular para o conteúdo

MENU

  • Publicações Legais
  • Segurança
  • Geral
  • Política
  • Meio Ambiente
  • Economia
SAÚDE
ESPORTE
ENTRETENIMENTO
EMPREENDEDORISMO
GERAL
DESTAQUES
OBITUÁRIO
TECNOLOGIA
ESPECIAIS
EDITAIS
FAMOSOS
CULTURA
  • Últimas Notícias
  • Segurança
  • Política
  • Economia
  • Destaques
  • Geral
  • Meio Ambiente
  • Últimas Notícias
  • Segurança
  • Política
  • Economia
  • Destaques
  • Geral
  • Meio Ambiente
em Meio Ambiente

Espécie invasora ameaça Florianópolis e biólogos entram em ação: ‘fim da praga’

Foto de Por equipe <span style="color:#1877F2; font-weight:700;">Jornal Razão</span>

Por equipe Jornal Razão

Publicado em 10/01/2026 21h21 | Atualizado há 33 dias
Compartilhar:
Espécie exótica avança sobre áreas sensíveis do norte da Ilha de Santa Catarina, destrói a biodiversidade e expõe a dívida ambiental imposta a uma comunidade quilombola historicamente marginalizada

O avanço é lento, mas implacável. Primeiro surgem algumas mudas dispersas, quase imperceptíveis. Poucos anos depois, o que antes era restinga viva, diversa e adaptada ao litoral catarinense se converte em um paredão homogêneo de árvores exóticas, que secam o solo, abafam a vegetação nativa e silenciam a biodiversidade. No norte da Ilha de Santa Catarina, o Pinus deixou de ser apenas um problema ambiental e passou a simbolizar descaso histórico e injustiça socioambiental imposta ao território do Quilombo Vidal Martins.

Clique e receba notícias do Jornal Razão em seu WhatsApp: Entrar no grupo

Quando o pinus domina

Originárias do Hemisfério Norte, as árvores do gênero Pinus estão entre as espécies invasoras mais agressivas do planeta. Das 111 espécies conhecidas, ao menos 22 já se comportam como invasoras em diferentes regiões do mundo. No Brasil, foram introduzidas sob o discurso do progresso e do reflorestamento produtivo, sem avaliação dos impactos de longo prazo sobre ecossistemas frágeis.

“O Pinus não invade, ele domina. Ele muda o solo, consome água em excesso e impede a regeneração das espécies nativas. Onde o Pinus se estabelece, a restinga simplesmente deixa de existir”.

Diego Miguel Perez, biólogo e responsável técnico pelo projeto de recuperação ambiental

A morte da restinga

As planícies costeiras abertas são as mais atingidas. A sombra densa e as camadas espessas de acículas lançadas pelo Pinus funcionam como um bloqueio físico e químico à vegetação nativa. Arbustos e espécies adaptadas ao solo arenoso desaparecem. A fauna perde abrigo e alimento. O ecossistema entra em colapso.

O que se impõe no lugar é uma floresta artificial, biologicamente pobre e incapaz de cumprir serviços ambientais essenciais, como a regulação hídrica e a manutenção da biodiversidade.

Reprodução / Drone

Um passivo herdado

No Quilombo Vidal Martins, o impacto é ainda mais profundo. A comunidade convive com um problema que não criou. Na década de 1960, a instalação da Estação Florestal do Rio Vermelho transformou a região em área de experimentação com espécies exóticas, especialmente Pinus elliottii e Pinus taeda. As árvores escaparam dos plantios e avançaram sobre áreas naturais e territórios tradicionais.

“É como se tivéssemos recebido uma terra doente. Nós não plantamos o Pinus, não fomos consultados, não fomos ouvidos. Mas somos nós que lidamos diariamente com os impactos”.

Helena Vidal de Oliveira, presidente da ARQVIMA

O peso da invisibilidade

Durante décadas, a comunidade enfrentou discriminação, invisibilidade institucional e entraves para garantir a titulação do território. Quando o reconhecimento finalmente veio, trouxe junto uma herança ambiental severamente degradada, resultado de decisões tomadas sem diálogo com quem sempre viveu ali.

O trabalho é arrancar o pinus, recuperar o solo e replantar espécies nativas. Não é rápido, não é barato e não é simples. Mas é a única forma de salvar a restinga e garantir que a terra volte a viver.

Para a associação, o Pinus simboliza mais do que um problema ecológico. Representa a continuidade de uma lógica histórica que empurrou comunidades tradicionais para a margem das políticas públicas.

Recuperar para sobreviver

Agora, a ARQVIMA conduz um projeto de recuperação ambiental que prevê a erradicação progressiva do Pinus e a restauração das restingas nativas em um horizonte de cinco anos. O plano segue normas técnicas do IMA, do Ibama e do Conama e parte de um princípio básico: não existe modelo único de recuperação de áreas degradadas.

“Recuperar não é apenas plantar árvores. É devolver ao ecossistema sua capacidade de funcionar sozinho, de produzir água, abrigo e biodiversidade. É um processo longo, caro e tecnicamente complexo”.

Diego Miguel Perez

Justiça ambiental

Para a presidente Helena, o desafio é também político e social. Comunidades quilombolas não podem arcar sozinhas com um problema criado pelo Estado décadas atrás.

Enquanto o Pinus segue avançando, espalhando sementes pelo vento e ocupando áreas sensíveis, o território do Quilombo Vidal Martins permanece em estado de alerta. Cada muda arrancada é resistência. Cada área restaurada é sobrevivência. O que está em jogo não é apenas a recuperação ambiental, mas o direito de existir em equilíbrio com a própria terra.

A Justiça Federal determinou e biólogos entraram em ação com um PRAD – Plano de Recuperação de Área Destruída – para conter a praga
Seção de Título com Linha

Destaques

Economia

Capanema Escapamentos inaugura em Tijucas e coloca a cidade no radar automotivo nacional

Nova unidade da Capanema Escapamentos reúne público, veículos preparados e marca início da primeira filial fora da cidade de origem, no Paraná.

Segurança

EXCLUSIVO: Marido de desembargador do TJSC é alvo de operação que investiga desvios de R$ 3,5 milhões

Segurança

Vídeo mostra peritos analisando cão morto após ser jogado de prédio em SC: ‘caiu de cabeça’

Segurança

Adolescentes tentam afogar, agridem e matam cachorro em Itajaí: ‘jogaram de prédio’

Segurança

PM reage ao ser mordido por cachorro durante ocorrência em Florianópolis

Política

‘Até Carmen Lúcia concordou’: TSE absolve Jorge Seif e decide mantê-lo Senador de SC

Segurança

‘Verme passa maul’: criminoso foragido por homicídio é neutralizado pela PMSC em Joinville

Seção de Título com Linha

em Tijucas

Infraestrutura

Prefeito vai arrancar madeira da Bulcão Viana e construir nova ponte em Tijucas: ‘maquiagem não resolve’

Prefeito de Tijucas anuncia retirada do assoalho da Ponte Bulcão Viana após mais de 50 reparos e confirma nova ponte como prioridade para 2026.

Cultura

Tijucas abre inscrições para aulas gratuitas de Canto, violão e bateria.

Geral

‘Cagando e andando’: loja de Tijucas denuncia situação inusitada com cliente

Acidente

Morador de Tijucas morre ao cair de escada dentro do galpão de empresa

Obituário

Nota de falecimento de Ogeni João Amorim

Logo Jornal Razão

Fique por dentro das últimas notícias de Santa Catarina com o Jornal Razão. Credibilidade e cobertura completa em todo o estado.

Siga-nos

Serviços

  • → Publicações Legais
  • → Editais
  • → Anuncie Conosco
  • → Consultoria
  • → Suporte Técnico

Links úteis

  • → Feed RSS
  • → Sitemap
  • → Google News
  • → Últimas Notícias
  • → Contato

Contato

Av. Hercílio Luz, 381 - Centro, Tijucas - SC, 88200-000
48) 98453-0884

© 2025 Jornal Razão. Todos os direitos reservados.

Política de Privacidade Termos de Uso Cookies
`;

Pesquise notícias

Últimas Notícias

Realize sua busca. Para fechar, clique fora da área

  • Últimas Notícias
  • Segurança
  • Política
  • Economia
  • Destaques
  • Geral
  • Meio Ambiente