O prefeito de Pouso Redondo, Rafael Neitzke Tambozi, publicou um vídeo nas redes sociais para orientar a população sobre o descarte correto de lixo no município. O conteúdo, segundo ele, tem caráter “didático” e busca explicar, de forma prática, como os moradores devem proceder para manter a cidade limpa.
Durante a gravação, o prefeito mostra uma placa que proíbe o despejo de lixo e entulhos no local, citando a Lei 9.605/98, que trata dos crimes ambientais, além de legislação municipal. Ele afirma que, mesmo com sinalização e barreiras instaladas, pessoas continuam descartando resíduos às margens da estrada.
No vídeo, Tambozi explica que o lixo doméstico deve ser colocado em sacos e levado até contêineres azuis disponibilizados pelo município em pontos estratégicos. Segundo ele, cada unidade custa cerca de mil reais e foi instalada para facilitar o descarte adequado.
Embora a orientação tenha sido apresentada de forma geral para toda a população, o trecho que mais repercutiu envolve a fala direcionada aos moradores do interior. O prefeito afirma que quem vive nessas localidades não paga taxa de coleta de lixo e, por isso, o caminhão não passa regularmente nessas áreas. Como alternativa, ele orienta que os resíduos sejam levados até as caixas coletoras instaladas nas saídas das comunidades.
Ao tratar de materiais como sofás, colchões, madeira e restos de construção, ele afirma que esse tipo de item não é recolhido pelo caminhão convencional. No local onde havia lixo abandonado, o prefeito aparece colocando fogo em um sofá e em um colchão descartados irregularmente, dizendo que, no interior, o morador deve “dar um fim na propriedade”, citando opções como queimar, enterrar ou fazer compostagem.
A gravação também mostra o prefeito afirmando que um dos responsáveis pelo descarte irregular deixou uma correspondência com nome e endereço junto ao lixo, e que a prefeitura irá aplicar multa, já que na área urbana há coleta regular.
A publicação gerou reações diversas nas redes sociais. Parte dos internautas elogiou a cobrança por mais consciência ambiental. Outros questionaram principalmente a orientação e a demonstração de queima de resíduos, citando possíveis implicações ambientais. Até o momento, não houve divulgação de manifestação oficial de órgãos ambientais sobre o caso.