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Cemitério da Praça, em Tijucas, está lotado

Em 1748 começaram a chegar ao litoral catarinense os primeiros açorianos que fundaram os núcleos secundários de povoação no litoral catarinense, dando origem a freguesias como São Miguel e São José. Até 1756 foram 5000 açorianos, dos quais alguns casais se estabeleceram em Porto Belo, Bombinhas e Costeira de Zimbros. Aos poucos chegaram a Colônia Flor da Silva, onde é hoje o bairro da Praça.

Quando a povoação se tornou a Vila de São Sebastião da Foz do Tijucas Grande, em 1860 o território que hoje conhecemos como Tijucas já tinha vida própria, casarões a beira rio, navios veleiros, ricos senhores de escravos, agricultores, sitiantes, pescadores, homens do mar, políticos e um cemitério. Ficava atrás da igreja de Navegantes, na época Igreja Matriz de São Sebastião, exatamente onde está hoje o campo do Renascença.

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O velho cemitério ficou pequeno, a cidade cresceu, e um novo terreno foi escolhido para o campo santo. Famílias mais abastadas transferiram os restos mortais de seus entes queridos para o novo cemitério, mas nas obras de drenagem do campo do Renascença-no velho cemitério-muitas ossadas ainda foram encontradas décadas depois da sua desativação.

O novo cemitério da Praça era amplo e nos últimos 120 anos sofreu algumas ampliações, porém chegou ao seu limite. "Ele está cheio e as vagas que sobram serão preenchidas dentro de alguns meses", afirma um dos trabalhadores do cemitério da Praça.

A solução do problema

Em entrevista ao programa Conversa Franca da TV Razão o prefeito Eloi Mariano Rocha afirmou que Tijucas tem hoje 50.000 habitantes e que a previsão é de chegar a 80.000 em 5 anos. Evidentemente que o número de mortos será maior que o atual e o cemitério da Praça não terá capacidade de suportar toda essa demanda, mesmo que providências lenitivas sejam adotadas. Em nota, a Diretoria de Comunicação da Prefeitura assim se reportou sobre o assunto em atenção a questionamentos encaminhados pelo Jornal Razão:

"Tendo em vista o crescente número de sepultamentos e a constatação de vários túmulos desprezados no Cemitério Público Municipal, a Administração Municipal de Tijucas está fazendo o recadastramento para identificação dos jazigos ocupados, não identificados ou que estejam em situação de abandono. A partir deste levantamento e da atualização dos dados cadastrados no sistema do cemitério, serão construídos os ossuários. Os responsáveis pelos familiares sepultados que não se identificarem, seguindo a legislação vigente, terão os referidos restos mortais transferidos para o ossuário, resultando assim, em novas vagas no cemitério. Ao mesmo tempo, como medida imediata, já estão sendo abertas novas carneiras nos espaços ainda disponíveis do cemitério".

A solução definitiva passa pela criação de um novo cemitério na cidade, uma medida que mais cedo ou mais tarde terá que ser tomada. Remover as ossadas das sepulturas é varrer a história. Tecnicamente correto, mas culturalmente desastroso.








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