Bolsonaro disse que colocaria a “cara no fogo” por Milton Ribeiro

Ex-ministro foi preso nesta quarta-feira. Em março, ele disse que cumpria ordens de Bolsonaro

Bolsonaro disse que colocaria a “cara no fogo” por Milton Ribeiro Rafaela Felicciano/Metrópoles

Ex-ministro foi preso nesta quarta-feira. Em março, ele disse que cumpria ordens de Bolsonaro

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A prisão do ex-ministro da Educação Milton Ribeiro, realizada hoje pela Polícia Federal, teve como plano de fundo suspeitas de corrupção passiva e tráfico de influência dentro do Ministério da Educação — um esquema operado por Ribeiro e pastores evangélicos, segundo indica a operação Acesso Pago, da PF.

A prisão pode trazer prejuízos, não só políticos, como criminais a Jair Bolsonaro, já que, em março deste ano, em depoimento à PF, Ribeiro disse que apenas obedecia ordens do presidente.

Aos agentes, o ex-ministro informou que Bolsonaro, de fato, pedia que o Ministério repassasse as verbas para os municípios indicados pelos pastores Gilmar Silva e Arilton Moura, os mesmos que aparecem no centro do escândalo e que também foram presos hoje.

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Ribeiro foi exonerado em março após muita pressão do Centrão, que alegava que a permanência do ministro após as revelações seria prejudicial ao governo Bolsonaro.

O presidente, contudo, resistiu à ideia pelo tempo que pôde. Bolsonaro acreditava que o episódio poderia até “fortalecer” Ribeiro, porque o caso demonstraria, na visão dele, que o ministro se preocupava com municípios pobres e atendia devidamente a base bolsonarista evangélica.

"Minha cara toda no fogo pelo Milton"

À luz das primeiras denúncias sobre o caso, reveladas pelo jornal Folha de S. Paulo em março a partir de áudios vazados de Ribeiro, o presidente Jair Bolsonaro (PL) declarou que colocaria "a cara no fogo" pelo ex-ministro, considerado de confiança até então.

"O Milton, coisa rara eu falar aqui, eu boto a minha cara no fogo pelo Milton. Minha cara toda no fogo pelo Milton". Jair Bolsonaro (PL), em março de 2022, em defesa ao então ministro Milton Ribeiro.

Na ocasião, Bolsonaro ainda classificou como "covardia" a pressão para que Milton Ribeiro deixasse o cargo — o que aconteceu no dia 28 de março — e disse que a situação expressava, em sua visão, a falta de corrupção em seu governo.

"Por que não tem corrupção no meu governo? Porque a gente age dessa maneira. A gente sempre está um passo a frente. Ninguém pode pegar alguém e dizer 'ó, você está desviando'. Tem que ter prova, poxa, se não é uma ação contra a gente", afirmou.


Com informações de Metrópoles e Uol 

A prisão do ex-ministro da Educação Milton Ribeiro, realizada hoje pela Polícia Federal, teve como plano de fundo suspeitas de corrupção passiva e tráfico de influência dentro do Ministério da Educação — um esquema operado por Ribeiro e pastores evangélicos, segundo indica a operação Acesso Pago, da PF.

A prisão pode trazer prejuízos, não só políticos, como criminais a Jair Bolsonaro, já que, em março deste ano, em depoimento à PF, Ribeiro disse que apenas obedecia ordens do presidente.

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Aos agentes, o ex-ministro informou que Bolsonaro, de fato, pedia que o Ministério repassasse as verbas para os municípios indicados pelos pastores Gilmar Silva e Arilton Moura, os mesmos que aparecem no centro do escândalo e que também foram presos hoje.

Ribeiro foi exonerado em março após muita pressão do Centrão, que alegava que a permanência do ministro após as revelações seria prejudicial ao governo Bolsonaro.

O presidente, contudo, resistiu à ideia pelo tempo que pôde. Bolsonaro acreditava que o episódio poderia até “fortalecer” Ribeiro, porque o caso demonstraria, na visão dele, que o ministro se preocupava com municípios pobres e atendia devidamente a base bolsonarista evangélica.

"Minha cara toda no fogo pelo Milton"

À luz das primeiras denúncias sobre o caso, reveladas pelo jornal Folha de S. Paulo em março a partir de áudios vazados de Ribeiro, o presidente Jair Bolsonaro (PL) declarou que colocaria "a cara no fogo" pelo ex-ministro, considerado de confiança até então.

"O Milton, coisa rara eu falar aqui, eu boto a minha cara no fogo pelo Milton. Minha cara toda no fogo pelo Milton". Jair Bolsonaro (PL), em março de 2022, em defesa ao então ministro Milton Ribeiro.

Na ocasião, Bolsonaro ainda classificou como "covardia" a pressão para que Milton Ribeiro deixasse o cargo — o que aconteceu no dia 28 de março — e disse que a situação expressava, em sua visão, a falta de corrupção em seu governo.

"Por que não tem corrupção no meu governo? Porque a gente age dessa maneira. A gente sempre está um passo a frente. Ninguém pode pegar alguém e dizer 'ó, você está desviando'. Tem que ter prova, poxa, se não é uma ação contra a gente", afirmou.


Com informações de Metrópoles e Uol 

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