Bebê com deficiência foi agredido sem roupas em creche de Florianópolis

Desdobramentos do caso da creche particular de Florianópolis que vem sendo investigada por maus-tratos indicam mais ações chocantes contra a integridade das crianças.

Bebê com deficiência foi agredido sem roupas em creche de Florianópolis Reprodução

Desdobramentos do caso da creche particular de Florianópolis que vem sendo investigada por maus-tratos indicam mais ações chocantes contra a integridade das crianças.

Participe do grupo e receba as principais notícias
da região em tempo real.

PUBLICIDADE GISLAINE QUADRADO ROYAL

Desdobramentos do caso da creche particular de Florianópolis que vem sendo investigada por maus-tratos indicam mais um crime chocante: Uma criança com deficiência teria sido agredida nua.  A dona do local teria punido o menino, que ainda se acostumava a não usar fraldas, por ele ter feito cocô enquanto dormia.

A situação foi relatada por uma professora que atuou na creche, em entrevista concedida à NSC TV. O relato foi feito na condição de anonimato. A defesa do estabelecimento nega irregularidades.

"A partir do momento em que ele [o menino agredido] foi desfraldado, piorou muito, porque ele não entendia nada do que as pessoas falavam. Ele não conseguia falar com a gente, então ele fazia muitas vezes na calça", disse a ex-funcionária. 

PUBLICIDADE

topsul

TV Razão

Conversa Franca com Gean Loureiro
Conversa Franca

Prefeito de Tijucas participa do Conversa Franca

Assista agora!

"Teve uma vez em que ele estava dormindo e, quando acordou, fez cocô dentro da sala onde estava dormindo. Eu lembro que ela, a dona do colégio, ficou totalmente fora de si. Ela levou ele para a rua, estendeu o lençol, acredito que para a câmera não pegar o que estava acontecendo, deixou ele pelado e bateu nele com chinelo", relatou a professora na entrevista.

De acordo com ela, a proprietária da creche jogava fora os remédios de outro aluno, também com deficiência, que deveria fazer uso contínuo das medicações.

Ela reforçou as denúncias já feitas por outras ex-funcionárias do estabelecimento e dos pais das crianças, sobre a oferta de pouca comida para as crianças. Segundo ela, a dona dizia que queria evitar o desperdício. 

"Então era uma banana para três crianças, potes minúsculos de refeição. E nós, enquanto funcionárias, não podíamos fazer nada além de tentar proteger as crianças, de tentar passar a maior parte do tempo nas nossas salas", afirmou.

Relembre o caso

O que dizem as autoridades

A Polícia Civil diz investigar o caso e que irá tomar depoimentos já nesta semana. O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) afirma que também terá uma apuração própria, ao ter instaurado uma notícia de fato nesta terça.

O Conselho Tutelar informou que esteve na creche mais de uma vez, sendo a última em maio deste ano, mas não flagrou situações de maus-tratos nem crianças machucadas.

Ainda assim, o órgão disse ter advertido a proprietária em dezembro do ano passado para que não houvessem episódios de violência contra as crianças após ter recebido denúncia de uma outra ex-funcionária.

A Secretaria Municipal de Educação de Florianópolis disse, em nota, que recebeu as denúncias e que faria uma visita protocolar ao local, ainda que já esteja fechado.

O Conselho Municipal de Educação disse ter enviado ofício à pasta de educação no município para que haja o devido acompanhamento do caso. Ele pode ainda criar uma comissão própria para apurar as denúncias.

O que diz a direção da creche

As primeiras denúncias sobre a creche, que vieram a público na segunda (4), foram acompanhadas de vídeos em que uma mulher aparece tentando abafar o choro de uma bebê com uma coberta. Sem conseguir acalmá-la, ela xinga a criança.

Já na ocasião, a defesa da creche negou a veracidade do vídeo, o que voltou a reforçar em novo posicionamento nesta terça (5).

No comunicado, diz ainda que não houve qualquer ato ilícito nas dependências da escola, que o local esteve em funcionamento desde 2016 sem receber reclamações e que a direção está à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos.

Afirmou também que a creche sempre contou com cozinheira própria e acompanhamento nutricional para atender os alunos.

Fonte: NSC Total

Desdobramentos do caso da creche particular de Florianópolis que vem sendo investigada por maus-tratos indicam mais um crime chocante: Uma criança com deficiência teria sido agredida nua.  A dona do local teria punido o menino, que ainda se acostumava a não usar fraldas, por ele ter feito cocô enquanto dormia.

A situação foi relatada por uma professora que atuou na creche, em entrevista concedida à NSC TV. O relato foi feito na condição de anonimato. A defesa do estabelecimento nega irregularidades.

TV Razão

Prefeito de Tijucas participa do Conversa Franca
Conversa Franca

Em pauta, saúde de Tijucas, destino do Hospital São José, obras na cidade e os bastidores da Administração Municipal. Assista!

Assista agora!

"A partir do momento em que ele [o menino agredido] foi desfraldado, piorou muito, porque ele não entendia nada do que as pessoas falavam. Ele não conseguia falar com a gente, então ele fazia muitas vezes na calça", disse a ex-funcionária. 

"Teve uma vez em que ele estava dormindo e, quando acordou, fez cocô dentro da sala onde estava dormindo. Eu lembro que ela, a dona do colégio, ficou totalmente fora de si. Ela levou ele para a rua, estendeu o lençol, acredito que para a câmera não pegar o que estava acontecendo, deixou ele pelado e bateu nele com chinelo", relatou a professora na entrevista.

De acordo com ela, a proprietária da creche jogava fora os remédios de outro aluno, também com deficiência, que deveria fazer uso contínuo das medicações.

Ela reforçou as denúncias já feitas por outras ex-funcionárias do estabelecimento e dos pais das crianças, sobre a oferta de pouca comida para as crianças. Segundo ela, a dona dizia que queria evitar o desperdício. 

"Então era uma banana para três crianças, potes minúsculos de refeição. E nós, enquanto funcionárias, não podíamos fazer nada além de tentar proteger as crianças, de tentar passar a maior parte do tempo nas nossas salas", afirmou.

Relembre o caso

O que dizem as autoridades

A Polícia Civil diz investigar o caso e que irá tomar depoimentos já nesta semana. O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) afirma que também terá uma apuração própria, ao ter instaurado uma notícia de fato nesta terça.

O Conselho Tutelar informou que esteve na creche mais de uma vez, sendo a última em maio deste ano, mas não flagrou situações de maus-tratos nem crianças machucadas.

Ainda assim, o órgão disse ter advertido a proprietária em dezembro do ano passado para que não houvessem episódios de violência contra as crianças após ter recebido denúncia de uma outra ex-funcionária.

A Secretaria Municipal de Educação de Florianópolis disse, em nota, que recebeu as denúncias e que faria uma visita protocolar ao local, ainda que já esteja fechado.

O Conselho Municipal de Educação disse ter enviado ofício à pasta de educação no município para que haja o devido acompanhamento do caso. Ele pode ainda criar uma comissão própria para apurar as denúncias.

O que diz a direção da creche

As primeiras denúncias sobre a creche, que vieram a público na segunda (4), foram acompanhadas de vídeos em que uma mulher aparece tentando abafar o choro de uma bebê com uma coberta. Sem conseguir acalmá-la, ela xinga a criança.

Já na ocasião, a defesa da creche negou a veracidade do vídeo, o que voltou a reforçar em novo posicionamento nesta terça (5).

No comunicado, diz ainda que não houve qualquer ato ilícito nas dependências da escola, que o local esteve em funcionamento desde 2016 sem receber reclamações e que a direção está à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos.

Afirmou também que a creche sempre contou com cozinheira própria e acompanhamento nutricional para atender os alunos.

Fonte: NSC Total

Siga-nos no Google News

CLIQUE PARA CONTINUAR A LEITURA

mg tec
mg tec

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

topsul