Bebês sofriam agressões físicas e verbais em creche de SC

O estabelecimento está sendo investigado pela Polícia Civil por maus tratos

Bebês sofriam agressões físicas e verbais em creche de SC Reprodução/NSC TV

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A Polícia Civil abriu um inquérito, nesta segunda-feira (4), para investigar supostos casos de maus-tratos que teriam acontecido em uma creche particular de Florianópolis. Dentre as ações denunciadas, um vídeo que mostra uma mulher abafando o choro de um bebê com um cobertor faz parte das evidências. As imagens ainda mostram a mulher destampando o rosto da criança e deferindo xingamentos.


Segundo entrevista concedida ao g1, o pai da menina que aparece no vídeo, Iohan Krause, relata preocupação com a situação. “Eu só quero ficar com ela. Eu só quero ver se eu consigo recuperar o sorriso que ela dava para mim, é a única coisa que eu quero recuperar nesse momento", disse.

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Segundo o relato de uma ex-funcionária, que preferiu não ser identificada, as agressões não eram apenas verbais. "A criança respondia, tapa na boca. Pegava um brinquedo, dava tapa na cabeça da criança", relata. Ela conta também que castigos, como deixar alunos sentados sozinhos por 15 minutos, também eram recorrentes.

Ela afirmou que o Conselho Tutelar foi avisado sobre a situação. No entanto, como a creche é protegida por um portão e câmeras de segurança, era possível fazer alterações no ambiente antes dos conselheiros entrarem no prédio, escondendo qualquer irregularidade.

"Faziam uma rodinha e ficavam brincando com as crianças como se nada acontecesse", afirma.

O g1 procurou o Conselho Tutelar de Florianópolis, que informou que recebeu denúncia e investiga a situação. "A Secretaria de Assistência Social poderá ser acionada caso sejam necessárias ações de acompanhamento posterior aos envolvidos", escreveu a prefeitura.

Outras denúncias

Pais de alunos ainda contaram que a comida cedida às crianças, prevista na mensalidade do local, era ofertada em quantidade insuficiente. Disseram também que elas chegavam em casa com fome depois de passarem o dia na creche.

Eles acrescentam que mudanças nas atitudes das crianças estariam chamando a atenção. William Ribeiro diz que o filho estaria mais agressivo em casa. "Ele quer me colocar de castigo muitas vezes. E a gente nunca usou a palavra 'castigo' em casa", comenta.

Uma mãe, que prefere não ter o nome divulgado, também percebeu alterações no comportamento do filho. "Ele estava puxando a orelha da gente. Eu nunca nem imaginei porque disso porque eu nunca encostei a mão no meu filho", diz.

O que diz a creche

A creche Bem-Me-Quer, que fica na região continental da Capital, divulgou um comunicado, através dos advogados, afirmando que as denúncias são "fake news". De acordo com a nota, a escola "não reconhece a validade das imagens divulgadas" e declara que "fica à disposição para prestar eventuais esclarecimentos".

As atividades escolares foram suspensas nesta segunda-feira (4), segundo o comunicado, sem data para retorno.

Fonte: g1

A Polícia Civil abriu um inquérito, nesta segunda-feira (4), para investigar supostos casos de maus-tratos que teriam acontecido em uma creche particular de Florianópolis. Dentre as ações denunciadas, um vídeo que mostra uma mulher abafando o choro de um bebê com um cobertor faz parte das evidências. As imagens ainda mostram a mulher destampando o rosto da criança e deferindo xingamentos.


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Segundo entrevista concedida ao g1, o pai da menina que aparece no vídeo, Iohan Krause, relata preocupação com a situação. “Eu só quero ficar com ela. Eu só quero ver se eu consigo recuperar o sorriso que ela dava para mim, é a única coisa que eu quero recuperar nesse momento", disse.

Segundo o relato de uma ex-funcionária, que preferiu não ser identificada, as agressões não eram apenas verbais. "A criança respondia, tapa na boca. Pegava um brinquedo, dava tapa na cabeça da criança", relata. Ela conta também que castigos, como deixar alunos sentados sozinhos por 15 minutos, também eram recorrentes.

Ela afirmou que o Conselho Tutelar foi avisado sobre a situação. No entanto, como a creche é protegida por um portão e câmeras de segurança, era possível fazer alterações no ambiente antes dos conselheiros entrarem no prédio, escondendo qualquer irregularidade.

"Faziam uma rodinha e ficavam brincando com as crianças como se nada acontecesse", afirma.

O g1 procurou o Conselho Tutelar de Florianópolis, que informou que recebeu denúncia e investiga a situação. "A Secretaria de Assistência Social poderá ser acionada caso sejam necessárias ações de acompanhamento posterior aos envolvidos", escreveu a prefeitura.

Outras denúncias

Pais de alunos ainda contaram que a comida cedida às crianças, prevista na mensalidade do local, era ofertada em quantidade insuficiente. Disseram também que elas chegavam em casa com fome depois de passarem o dia na creche.

Eles acrescentam que mudanças nas atitudes das crianças estariam chamando a atenção. William Ribeiro diz que o filho estaria mais agressivo em casa. "Ele quer me colocar de castigo muitas vezes. E a gente nunca usou a palavra 'castigo' em casa", comenta.

Uma mãe, que prefere não ter o nome divulgado, também percebeu alterações no comportamento do filho. "Ele estava puxando a orelha da gente. Eu nunca nem imaginei porque disso porque eu nunca encostei a mão no meu filho", diz.

O que diz a creche

A creche Bem-Me-Quer, que fica na região continental da Capital, divulgou um comunicado, através dos advogados, afirmando que as denúncias são "fake news". De acordo com a nota, a escola "não reconhece a validade das imagens divulgadas" e declara que "fica à disposição para prestar eventuais esclarecimentos".

As atividades escolares foram suspensas nesta segunda-feira (4), segundo o comunicado, sem data para retorno.

Fonte: g1

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