A origem do nome Tijucas

No primeiro capítulo do especial do Jornal Razão, entenda os motivos que levaram os colonizadores a denominar Tijucas com este nome

A origem do nome Tijucas Cláudio Eduardo de Souza / Reprodução

No primeiro capítulo do especial do Jornal Razão, entenda os motivos que levaram os colonizadores a denominar Tijucas com este nome

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Muito antes dos primeiros colonizadores chegarem às terras litorâneas que hoje compõe Santa Catarina, os povos indígenas já estavam por aqui.

Os primeiros relatos de navegadores europeus indicavam a presença de pacíficos índios carijós. A Ilha de Santa Catarina, inclusive, recebeu, por conta disso, o nome de “Ilha dos Patos”, pois era chamada pelos nativos de Meiembipe.

Esses índios viviam seminus, tinham a cor parda, comumente acobreada e os cabelos lisos e corredios. Os homens tosquiados e geralmente raspados por cima das orelhas e as mulheres com lindos cabelos pretos e lisos, compridos pelas costas, o que encantou os primeiros náufragos que se tem conhecimento, os quais fincaram raízes na ilha e no continente, resolvidos a nunca mais retornarem para a Europa.

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Tyuca

O nome de Tijucas vem, justamente, destes povos. Os carijós chamaram de “Tyuca” as placas de barro existentes nas praias Pontal Norte e Pontal Sul.

Tyuca é o mesmo que Tijuco e, da adaptação, surgiu Tijucas. Na língua dos carijós, portanto, a expressão significava lama, brejo ou pântano. Os indígenas também usavam outras expressões para identificar esse mesmo solo pantanoso: tojugua, tajuca, tojuca, tojuco, tujuco, tojuguá, tejuco e tijunco.

Mas não para por aí. Muitos outros nomes que até hoje utilizamos são fruto da adaptação feita pelos colonizadores com base no dialeto indígena.

Itapema quer dizer “gavião pedra”, Sorocaba é “grota da onça” ou “rio que rasga o morro”, enquanto Itinga significa “água branca” ou “rio de águas claras”.

Do outro lado do mar

Durante quase 250 anos a Coroa Portuguesa não deu muita importância ao Sul do Brasil e aos poucos os navios espanhóis começaram a atracar na atual Ilha de Santa Catarina para se reabastecerem com água e mantimentos. Na ilha havia muitos índios e uns poucos europeus, a maioria náufragos que constituíram família com as mulheres indígenas ou seus descendentes.

Os portugueses perceberam que poderiam perder as terras do Atlântico Sul e então enviaram cerca de cinco mil açorianos para o Litoral Catarinense, no período de 1748 à 1756.

Surgiram aí os “núcleos secundários de povoação”. Esses açorianos foram se espalhando pelo Litoral Catarinense, dando origem aos povoados de Camboriú, Porto Belo e São Sebastião do Tijucas Grande, entre outros.

Este artigo integra o especial "Tijucas: passado, presente e futuro", do Jornal Razão. Clique aqui e saiba mais. 


Muito antes dos primeiros colonizadores chegarem às terras litorâneas que hoje compõe Santa Catarina, os povos indígenas já estavam por aqui.

Os primeiros relatos de navegadores europeus indicavam a presença de pacíficos índios carijós. A Ilha de Santa Catarina, inclusive, recebeu, por conta disso, o nome de “Ilha dos Patos”, pois era chamada pelos nativos de Meiembipe.

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Tyuca

O nome de Tijucas vem, justamente, destes povos. Os carijós chamaram de “Tyuca” as placas de barro existentes nas praias Pontal Norte e Pontal Sul.

Tyuca é o mesmo que Tijuco e, da adaptação, surgiu Tijucas. Na língua dos carijós, portanto, a expressão significava lama, brejo ou pântano. Os indígenas também usavam outras expressões para identificar esse mesmo solo pantanoso: tojugua, tajuca, tojuca, tojuco, tujuco, tojuguá, tejuco e tijunco.

Mas não para por aí. Muitos outros nomes que até hoje utilizamos são fruto da adaptação feita pelos colonizadores com base no dialeto indígena.

Itapema quer dizer “gavião pedra”, Sorocaba é “grota da onça” ou “rio que rasga o morro”, enquanto Itinga significa “água branca” ou “rio de águas claras”.

Do outro lado do mar

Durante quase 250 anos a Coroa Portuguesa não deu muita importância ao Sul do Brasil e aos poucos os navios espanhóis começaram a atracar na atual Ilha de Santa Catarina para se reabastecerem com água e mantimentos. Na ilha havia muitos índios e uns poucos europeus, a maioria náufragos que constituíram família com as mulheres indígenas ou seus descendentes.

Os portugueses perceberam que poderiam perder as terras do Atlântico Sul e então enviaram cerca de cinco mil açorianos para o Litoral Catarinense, no período de 1748 à 1756.

Surgiram aí os “núcleos secundários de povoação”. Esses açorianos foram se espalhando pelo Litoral Catarinense, dando origem aos povoados de Camboriú, Porto Belo e São Sebastião do Tijucas Grande, entre outros.

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