Foi no bairro da Praça que Tijucas nasceu

Quem nunca ouviu dizer que Tijucas nasceu no bairro da Praça? Mas, você sabe o motivo deste ditado? Vem com a gente o Jornal Razão explica!

Foi no bairro da Praça que Tijucas nasceu Acervo / Jornal Razão

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Na época da instalação do Município, em 13 de junho de 1860, a sede da Vila estava concentrada no atual bairro da Praça, onde ficavam a cadeia pública, a igreja, a Colônia de Pescadores, o Cemitério, algumas casas comerciais e as moradias da maioria dos pescadores e marujos que trabalhavam nas embarcações de cabotagem.

Na Beira Rio, na região onde hoje é o bairro da Praça, foram surgindo os casarões dos senhores de escravos, ricos comerciantes e donos dos grandes veleiros. Na foto, inclusive, estão reunidos no Casarão Gallotti alguns dos principais mandatários tijuquenses daquela época. 

Nas ruas perpendiculares ao rio, como a Geraldo Rebelo, Coronel Isidoro, 13 de Maio, Joaquim José Santana, Demósthenes Feminela, Antonio Apolônio Vargas, Coronel Conceição e Lauro Muller, eram assentadas as famílias de escravos negros. Com exceção da rua da Formiga, na Joáia, que também era povoada por famílias de escravos africanos, não havia outras ruas na cidade.

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Conversa Franca com Gean Loureiro
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Prefeito de Tijucas participa do Conversa Franca

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A população tijuquense vivia praticamente em função da sua frota de embarcações de cabotagem: além dos carpinteiros, armadores, marceneiros, calafeterios, pintores, fabricantes de cordas, consertadores de velas, estivadores e marinheiros, era preciso extrair a madeira, cultivar a terra, levar a produção agrícola para os engenhos e depois entregar tudo nos depósitos da Beira Rio.

Um grande revés

Na metade do século 20 a cidade sofreu o maior revés econômico da história. A boca da barra do rio Tijucas açoriou por completo e nem mais as pequenas embarcações conseguiam atravessá-la. A situação foi piorando e os grandes veleiros foram embora, a maioria para o Sudeste do Brasil, motivo pelo qual ainda hoje existem muitas famílias tijuquenses radicadas em Santos e no Rio de Janeiro. Ficou apenas quem não tinha pra onde ir e quem ficou teve que se resignar a vender o que produzia em grandes carroções nas cidades vizinhas ou então se tornar empregados da USATI.

Este artigo integra o especial "Tijucas: passado, presente e futuro", do Jornal Razão. Clique aqui e saiba mais. 


Na época da instalação do Município, em 13 de junho de 1860, a sede da Vila estava concentrada no atual bairro da Praça, onde ficavam a cadeia pública, a igreja, a Colônia de Pescadores, o Cemitério, algumas casas comerciais e as moradias da maioria dos pescadores e marujos que trabalhavam nas embarcações de cabotagem.

Na Beira Rio, na região onde hoje é o bairro da Praça, foram surgindo os casarões dos senhores de escravos, ricos comerciantes e donos dos grandes veleiros. Na foto, inclusive, estão reunidos no Casarão Gallotti alguns dos principais mandatários tijuquenses daquela época. 

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Prefeito de Tijucas participa do Conversa Franca
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Em pauta, saúde de Tijucas, destino do Hospital São José, obras na cidade e os bastidores da Administração Municipal. Assista!

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Nas ruas perpendiculares ao rio, como a Geraldo Rebelo, Coronel Isidoro, 13 de Maio, Joaquim José Santana, Demósthenes Feminela, Antonio Apolônio Vargas, Coronel Conceição e Lauro Muller, eram assentadas as famílias de escravos negros. Com exceção da rua da Formiga, na Joáia, que também era povoada por famílias de escravos africanos, não havia outras ruas na cidade.

A população tijuquense vivia praticamente em função da sua frota de embarcações de cabotagem: além dos carpinteiros, armadores, marceneiros, calafeterios, pintores, fabricantes de cordas, consertadores de velas, estivadores e marinheiros, era preciso extrair a madeira, cultivar a terra, levar a produção agrícola para os engenhos e depois entregar tudo nos depósitos da Beira Rio.

Um grande revés

Na metade do século 20 a cidade sofreu o maior revés econômico da história. A boca da barra do rio Tijucas açoriou por completo e nem mais as pequenas embarcações conseguiam atravessá-la. A situação foi piorando e os grandes veleiros foram embora, a maioria para o Sudeste do Brasil, motivo pelo qual ainda hoje existem muitas famílias tijuquenses radicadas em Santos e no Rio de Janeiro. Ficou apenas quem não tinha pra onde ir e quem ficou teve que se resignar a vender o que produzia em grandes carroções nas cidades vizinhas ou então se tornar empregados da USATI.

Este artigo integra o especial "Tijucas: passado, presente e futuro", do Jornal Razão. Clique aqui e saiba mais. 


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