Novos ares: como Tijucas sobreviveu ao fim da Marinha Mercante?

Após a derrocada da Marinha Mercante de Tijucas, o Rio e o Mar foram “abandonados”. Surgiu a necessidade urgente de novos horizontes

Novos ares: como Tijucas sobreviveu ao fim da Marinha Mercante? Acervo / Jornal Razão

Após a derrocada da Marinha Mercante de Tijucas, o Rio e o Mar foram “abandonados”. Surgiu a necessidade urgente de novos horizontes

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Após a derrocada da Marinha Mercante de Tijucas, o Rio e o Mar foram “abandonados”. Surgiu a necessidade urgente de novos horizontes. 

Em 1944 teve início uma nova fase da economia tijuquense, impulsionada pelo surgimento da USATI- Usina de Açúcar Adelaide Tijucas, empresa que adquiriu o registro da quase totalidade dos engenhos de açúcar do Vale do Rio Tijucas, Porto Belo, Governador Celso Ramos, Biguaçu, São José e até de Palhoça.

As pequenas propriedades foram sendo agrupadas e transformadas em grandes fazendas canavieiras como a Sul do Rio, Santa Luzia, Macário, Biguaçu, Pedra Branca, Santa Helena, Vitória e Aurora, além de várias outras. Para onde se olhava havia lavouras de cana de açúcar, tratores ou caminhões transportando a matéria prima para a fabricação de açúcar e álcool em São João Batista.

A primeira grande conquista decorrente da presença da USATI para a região foi a indiscutível melhoria do sistema viário, culminando com a construção da SC 410, interligando Tijucas a Nova Trento e inaugurada em 1971.

O açúcar fabricado pela USATI era de excelente qualidade, mas a produtividade dos canaviais aqui do Sul não chegava a 25% do que se conseguia no Nordeste do Brasil e o comando da empresa percebeu que muito em breve a atividade ficaria inviável, o que de fato aconteceu.

Novamente, novos caminhos

Em menos de 10 anos a prefeitura perdeu os impostos da navegação de cabotagem, da usina da USATI e de algumas empresas que foram embora junto com as suas embarcações e é justamente por isso que poucas realizações são vistas desde 1860 até 1979, data em que a Cerâmica Portobello iniciou a fabricação de revestimentos cerâmicos.

Com o advento da Portobello a situação dos cofres públicos sofreu uma expressiva melhora, pois o retorno dos impostos começou a permitir que os prefeitos colocassem em prática suas ideias.

Os anos se passaram, a Cerâmica Portobello continua sendo uma grande geradora de riquezas para a cidade. Sua força econômica possibilitou o crescimento e ascensão do município em diversos outros setores e hoje a empresa não é mais a única responsável pela economia de Tijucas.

Muitas empresas foram criadas e outras aportaram filiais e até mesmo suas sedes em Tijucas. Gigantes do mercado chegaram recentemente à nossa cidade e hoje vislumbram um futuro alvissareiro.

A condição geográfica da cidade, estrategicamente posicionada às margens da Rodovia do Mercosul e interligada com outras cidades pela SC 410, tornou Tijucas a bola da vez.

Este artigo integra o especial "Tijucas: passado, presente e futuro", do Jornal Razão. Clique aqui e saiba mais. 


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