Tijucas tinha 120 veleiros em sua orgulhosa marinha mercante

Tijucas tinha 120 veleiros em sua orgulhosa marinha mercante Acervo / Jornal Razão

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Quando os Europeus chegaram ao Vale do Rio Tijucas encontraram apenas o rio, muitas lagoas, extensos bancos de areia, muitos animais silvestres e exuberantes florestas. Não havia ruas, apenas as trilhas indígenas, as picadas feitas por animais e o traçado quadriculado onde é hoje o bairro da Praça, formado por três longas ruas no sentido Sul-Norte, iniciando às margens do Rio Tijucas, e entrecortadas pelo projeto de várias ruas no sentido perpendicular (Leste-Oeste). O governo da província tinha planejado o centro do futuro vilarejo antes de iniciar a sua povoação.

O Rio Tijucas era a principal vértebra do futuro vilarejo. Além da água, peixes e condições para o desenvolvimento da navegação, ao longo dos milênios depositou lama sobre as extensas planícies tijuquenses, tornando muito férteis essas terras.

Assim, os primeiros colonizadores tinham peixe, caça e terras apropriadas para cultivar e sustentar suas famílias. A madeira para a construção das casas e dos móveis, bem como para fabricar embarcações, carroças, carros de bois, engenhos e outros utensílios, também estavam ao alcance das mãos. A carência de tijolos e telhas foi logo suprimida pela argila do subsolo tijuquense.

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Maickon Sgrott - Presidente da Câmara de Tijucas  no Conversa Franca
Conversa Franca

Maickon Sgrott - Presidente da Câmara de Tijucas no Conversa Franca

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As riquezas naturais facilitaram o início da vida no novo continente para as famílias que vinham da Europa, mas o espírito mercantilista dos imigrantes logo vislumbrou a chance de começar a ganhar dinheiro com o extrativismo e a produção agrícola.

Hoje é até intrigante entender como aquela gente conseguiu superar tantas adversidades. As embarcações eram literalmente feitas a facão. Cortavam as árvores a machado e as traziam até a beira dos rios em carros de bois, onde eram transformadas em balsas amarradas com um cipó chamado imbira.

Tempos de ouro

Com o passar do tempo foram construídos engenhos usando-se a força da água das cachoeiras para movimentar as cerras e transformar as toras em tábuas, também carregadas por bois ou pela água dos riachos até a beira do Tijucas Grande, onde foram implantadas as instalações para montar e botar na água as balsas de toras ou de tábuas. Esses locais receberam nomes como Porto da Itinga, Porto da Galera, Porto do Moura e Porto de Morretes, este último onde está hoje o bairro Pernambuco.

Nos anos áureos a Marinha Mercante Tijuquense chegou a ter mais de 120 grandes veleiros transportando madeira, açúcar, arroz, café, farinha de mandioca, fubá, feijão, melado, cachaça, mel, banha, linguiça, peixe seco e até matéria prima para a fabricação de tintas. A cidade passou a viver um período glorioso, de muita riqueza.

Este artigo integra o especial "Tijucas: passado, presente e futuro", do Jornal Razão. Clique aqui e saiba mais. 


Quando os Europeus chegaram ao Vale do Rio Tijucas encontraram apenas o rio, muitas lagoas, extensos bancos de areia, muitos animais silvestres e exuberantes florestas. Não havia ruas, apenas as trilhas indígenas, as picadas feitas por animais e o traçado quadriculado onde é hoje o bairro da Praça, formado por três longas ruas no sentido Sul-Norte, iniciando às margens do Rio Tijucas, e entrecortadas pelo projeto de várias ruas no sentido perpendicular (Leste-Oeste). O governo da província tinha planejado o centro do futuro vilarejo antes de iniciar a sua povoação.

O Rio Tijucas era a principal vértebra do futuro vilarejo. Além da água, peixes e condições para o desenvolvimento da navegação, ao longo dos milênios depositou lama sobre as extensas planícies tijuquenses, tornando muito férteis essas terras.

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Assim, os primeiros colonizadores tinham peixe, caça e terras apropriadas para cultivar e sustentar suas famílias. A madeira para a construção das casas e dos móveis, bem como para fabricar embarcações, carroças, carros de bois, engenhos e outros utensílios, também estavam ao alcance das mãos. A carência de tijolos e telhas foi logo suprimida pela argila do subsolo tijuquense.

As riquezas naturais facilitaram o início da vida no novo continente para as famílias que vinham da Europa, mas o espírito mercantilista dos imigrantes logo vislumbrou a chance de começar a ganhar dinheiro com o extrativismo e a produção agrícola.

Hoje é até intrigante entender como aquela gente conseguiu superar tantas adversidades. As embarcações eram literalmente feitas a facão. Cortavam as árvores a machado e as traziam até a beira dos rios em carros de bois, onde eram transformadas em balsas amarradas com um cipó chamado imbira.

Tempos de ouro

Com o passar do tempo foram construídos engenhos usando-se a força da água das cachoeiras para movimentar as cerras e transformar as toras em tábuas, também carregadas por bois ou pela água dos riachos até a beira do Tijucas Grande, onde foram implantadas as instalações para montar e botar na água as balsas de toras ou de tábuas. Esses locais receberam nomes como Porto da Itinga, Porto da Galera, Porto do Moura e Porto de Morretes, este último onde está hoje o bairro Pernambuco.

Nos anos áureos a Marinha Mercante Tijuquense chegou a ter mais de 120 grandes veleiros transportando madeira, açúcar, arroz, café, farinha de mandioca, fubá, feijão, melado, cachaça, mel, banha, linguiça, peixe seco e até matéria prima para a fabricação de tintas. A cidade passou a viver um período glorioso, de muita riqueza.

Este artigo integra o especial "Tijucas: passado, presente e futuro", do Jornal Razão. Clique aqui e saiba mais. 


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