Envolvidos nos “33 milhões” são absolvidos e servidora que denunciou é punida

As investigações sobre a compra fraudulenta de 200 respiradores por R$ 33 milhões pelo governo de Santa Catarina tiveram novo desdobramento nesta terça-feira (14)

Envolvidos nos “33 milhões” são absolvidos e servidora que denunciou é punida ND+ / Reprodução

As investigações sobre a compra fraudulenta de 200 respiradores por R$ 33 milhões pelo governo de Santa Catarina tiveram novo desdobramento nesta terça-feira (14)

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As investigações sobre a compra fraudulenta de 200 respiradores por R$ 33 milhões pelo governo de Santa Catarina tiveram novo desdobramento nesta terça-feira (14). Cinco profissionais suspeitos de envolvimento foram absolvidos pela SES (Secretaria Estadual de Saúde).

O PAD (Processo Administrativo Disciplinar), realizado internamente pela pasta, também decidiu pela suspensão por 15 dias da servidora pública Márcia Pauli. O procedimento correu em sigilo.

Respiradores deveriam ser utilizados em pacientes com Covid-19 em SCResponsabilidade pela compra de 200 respiradores por R$ 33 milhões é investigada em outras esferas e incluí outros nomes, destaca SES. 

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Marcia Pauli, que na época era superintendente de gestão administrativa na SES, pode recorrer da decisão. O advogado Diego Schaefer Martins, que representa a servidora no processo, informou que está deliberando sobre o que será feito daqui pra frente.

Em maio de 2020, em entrevista exclusiva ao Grupo ND, Pauli relatou que sofria pressões para agilizar processos de compra e negou participação no esquema.“Eu só trabalhei, eu tenho testemunha, e não sou eu que falhei, não sou eu que tenho que ser investigada, é toda uma estrutura, fica simples demais tomar uma decisão assim”, disse Márcia.

“Após regular instrução com observação do contraditório e do direito da ampla defesa aos acusados, baseando-se em minucioso relatório conclusivo elaborado pela comissão processante, que avaliou os fatos e provas trazidos ao processo, foi proferida decisão pela absolvição”, informou a SES, em nota.

Investigações em curso

O processo judicial que apura o escândalo na compra dos ventiladores pulmonares da empresa Veigamed segue em tramitação, e incluí ainda outros investigados. A SES informou que “diante de novos fatos, poderão decorrer novos processos administrativos e penalidades”.

“As empresas passam, ainda, por investigação por parte da Controladoria Geral do Estado.Destaca-se que, referente aos R$ 33 milhões em questão, já estão bloqueados R$ 38,1 milhões em dinheiro, imóveis, veículos, participação em empresas ou em fase avançada de cobrança judicial”, concluiu a nota da pasta.

Relembre o caso

Em abril de 2020 a secretaria de Estado da Saúde, por meio de um suposto esquema fraudulento, pagou antecipadamente R$ 33 milhões para a aquisição dos 200 respiradores que deveriam ser utilizados em pacientes com Covid-19.

O valor estava acima do praticado pela União e outros Estados e a empresa contratada, Veigamed, não tinha histórico de vendas na área. Até julho do último ano, apenas 50 ventiladores chegaram a Santa Catarina. Destes, somente nove estiveram aprovados para funcionamento e eram efetivamente sendo usados em hospitais.

O escândalo motivou um impeachment contra o governador Carlos Moisés (Republicanos), do qual ele foi absolvido. No início do ano, o Ministério Público ofereceu ao ex-secretário de Saúde Helton de Souza Zeferino, além de outros dois servidores, para encerrar o processo, propondo. O acordo, no entanto, foi negado.

As investigações sobre a compra fraudulenta de 200 respiradores por R$ 33 milhões pelo governo de Santa Catarina tiveram novo desdobramento nesta terça-feira (14). Cinco profissionais suspeitos de envolvimento foram absolvidos pela SES (Secretaria Estadual de Saúde).

O PAD (Processo Administrativo Disciplinar), realizado internamente pela pasta, também decidiu pela suspensão por 15 dias da servidora pública Márcia Pauli. O procedimento correu em sigilo.

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Respiradores deveriam ser utilizados em pacientes com Covid-19 em SCResponsabilidade pela compra de 200 respiradores por R$ 33 milhões é investigada em outras esferas e incluí outros nomes, destaca SES. 

Marcia Pauli, que na época era superintendente de gestão administrativa na SES, pode recorrer da decisão. O advogado Diego Schaefer Martins, que representa a servidora no processo, informou que está deliberando sobre o que será feito daqui pra frente.

Em maio de 2020, em entrevista exclusiva ao Grupo ND, Pauli relatou que sofria pressões para agilizar processos de compra e negou participação no esquema.“Eu só trabalhei, eu tenho testemunha, e não sou eu que falhei, não sou eu que tenho que ser investigada, é toda uma estrutura, fica simples demais tomar uma decisão assim”, disse Márcia.

“Após regular instrução com observação do contraditório e do direito da ampla defesa aos acusados, baseando-se em minucioso relatório conclusivo elaborado pela comissão processante, que avaliou os fatos e provas trazidos ao processo, foi proferida decisão pela absolvição”, informou a SES, em nota.

Investigações em curso

O processo judicial que apura o escândalo na compra dos ventiladores pulmonares da empresa Veigamed segue em tramitação, e incluí ainda outros investigados. A SES informou que “diante de novos fatos, poderão decorrer novos processos administrativos e penalidades”.

“As empresas passam, ainda, por investigação por parte da Controladoria Geral do Estado.Destaca-se que, referente aos R$ 33 milhões em questão, já estão bloqueados R$ 38,1 milhões em dinheiro, imóveis, veículos, participação em empresas ou em fase avançada de cobrança judicial”, concluiu a nota da pasta.

Relembre o caso

Em abril de 2020 a secretaria de Estado da Saúde, por meio de um suposto esquema fraudulento, pagou antecipadamente R$ 33 milhões para a aquisição dos 200 respiradores que deveriam ser utilizados em pacientes com Covid-19.

O valor estava acima do praticado pela União e outros Estados e a empresa contratada, Veigamed, não tinha histórico de vendas na área. Até julho do último ano, apenas 50 ventiladores chegaram a Santa Catarina. Destes, somente nove estiveram aprovados para funcionamento e eram efetivamente sendo usados em hospitais.

O escândalo motivou um impeachment contra o governador Carlos Moisés (Republicanos), do qual ele foi absolvido. No início do ano, o Ministério Público ofereceu ao ex-secretário de Saúde Helton de Souza Zeferino, além de outros dois servidores, para encerrar o processo, propondo. O acordo, no entanto, foi negado.

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