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em Política

Ao STF, Bolsonaro dispara e levanta suspeitas sobre o Governo Lula; VEJA VÍDEO

Foto de Por equipe <span style="color:#1877F2; font-weight:700;">Jornal Razão</span>

Por equipe Jornal Razão

Publicado em 10/06/2025 16h58 | Atualizado há 341 dias
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Durante depoimento prestado à Polícia Federal, o ex-presidente Jair Bolsonaro voltou a se defender das acusações sobre uma suposta tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

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Ao responder perguntas relacionadas aos acampamentos em frente aos quartéis, Bolsonaro confrontou a conduta do atual governo:
“Se o risco era tão iminente, por que o Lula não desmobilizou os acampamentos? Por que deixou esse pessoal lá?”, indagou.

Segundo ele, o governo teria permitido a permanência dos manifestantes por dias, mesmo diante do possível risco à ordem democrática.

“Malucos” e pedidos por AI-5

Ainda durante a oitiva, Bolsonaro foi questionado sobre os apoiadores que pediam intervenção militar e o retorno do AI-5. Ele se distanciou dos grupos mais radicais e minimizou a ameaça representada por eles:

“Agora, tem sempre os malucos ali com aquela ideia de AI-5, intervenção militar… Mas isso não existe. As Forças Armadas não iam embarcar nisso”, declarou.

O ex-presidente afirmou que orientava seus apoiadores a se afastarem de mensagens antidemocráticas e disse desconhecer siglas como “IAE-5”, confundida por ele com o AI-5.

Defesa do “direito de desabafo”

Bolsonaro também afirmou que jamais incentivou movimentos golpistas e que sua postura foi de respeito à liberdade de expressão.
Segundo ele, os manifestantes tinham o “direito de desabafar” após a eleição e que sua presença nas ruas não significava necessariamente uma ameaça.

“Deixa o povo desabafar. Ninguém estava esperando intervenção. Isso não existe”, afirmou.

O ex-presidente voltou a enfatizar que o governo Lula teria tido tempo para agir antes do episódio do dia 8 de janeiro.

“Se era tão atentatório assim, por que no dia 2 de janeiro o atual presidente não desmobilizou os acampamentos e esperou mais 5 ou 6 dias?”, questionou.

Segundo ele, qualquer tentativa de remoção naquele momento poderia piorar a situação:
“Se a gente desmobiliza, talvez esse pessoal vá pra Praça dos Três Poderes, o que seria ainda pior.”

Depoimento foi prestado a Moraes

A oitiva foi conduzida pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, que é relator do inquérito das milícias digitais e dos atos antidemocráticos.
O depoimento de Bolsonaro faz parte das diligências solicitadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR), que investiga supostos esforços para impedir a posse de Lula e instigar ações contra a democracia.

A defesa do ex-presidente insiste que ele não cometeu qualquer crime e que sua atuação após as eleições foi institucional e legal.

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