O governador Jorginho Mello (PL) bateu o martelo nesta quinta-feira (05) e definiu o caminho que pretende seguir nas Eleições 2026 em Santa Catarina. Em decisão tomada após dias de tensão interna, Jorginho garantiu que o PL terá Caroline de Toni e Carlos Bolsonaro como candidatos ao Senado pelo partido no Estado.
A definição, apurada com exclusividade pelo Jornal Razão, encerra as dúvidas sobre a permanência de Caroline de Toni no PL. Segundo a apuração, Jorginho deixou claro a aliados e à direção nacional do partido que não abrirá mão de uma chapa considerada estratégica para consolidar a direita em Santa Catarina, com Adriano Silva (NOVO) como vice e De Toni e Carlos Bolsonaro ao Senado.
A decisão ocorre após semanas de pressão da cúpula nacional do PL e do Partido Progressista (PP). Para garantir o apoio do PP à reeleição do governador, o partido do senador Esperidião Amin passou a exigir exclusividade na disputa ao Senado, o que implicaria a retirada de Caroline de Toni da corrida. A condição foi apresentada à deputada e confirmada por ela em entrevista exclusiva ao repórter William Fritzke, parceiro do Jornal Razão.
A vinda de Carlos Bolsonaro para disputar uma vaga ao Senado por Santa Catarina ocorreu, segundo bastidores, a pedido direto do ex-presidente Jair Bolsonaro. Mesmo diante da pressão, Jorginho optou por sustentar a chapa do PL em aliança com o Novo. O governador avaliou que ceder à exigência do PP significaria desautorizar compromissos assumidos com a direita.
A decisão também foi interpretada como um gesto direto ao eleitorado da direita, base central de sustentação política do governador no Estado.
Apesar das articulações nacionais envolvendo PL, PP e União Brasil, Jorginho sinalizou que, em Santa Catarina, o desenho da chapa majoritária será decidido no âmbito estadual.
A definição também consolida Carlos Bolsonaro como candidato do PL ao Senado em Santa Catarina, movimento que já vinha sendo tratado como prioridade pelo núcleo mais próximo de Jair Bolsonaro. A presença do filho do ex-presidente na chapa é vista como elemento central para nacionalizar o palanque catarinense em 2026.
Com o martelo batido, o cenário político entra agora em uma nova fase. A reação do PP e os próximos passos de Esperidião Amin ainda são incógnitas. O que está definido, segundo a apuração do Jornal Razão, é que Jorginho Mello optou por bancar sua escolha e manter Caroline de Toni ao seu lado.
Às vésperas das convenções partidárias, o governador assume o controle do jogo e deixa claro que, ao menos no PL, a chapa ao Senado em Santa Catarina já tem nomes definidos.