Petista “enquadra” candidato do PL em Itapema e acusa “panflatagem” com material do Lula em 2022
Debate realizado na última quinta-feira (29) entre os candidatos à prefeitura de Itapema, no Litoral Norte de Santa Catarina, gerou uma grande repercussão, tanto nas redes sociais quanto na imprensa nacional.
Por Equipe Jornal Razão·1 set 2024·5 min de leitura·Atualizado há 1 ano
Foto: Reprodução
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O debate realizado na última quinta-feira (29) entre os candidatos à prefeitura de Itapema, no Litoral Norte de Santa Catarina, gerou uma grande repercussão, tanto nas redes sociais quanto na imprensa nacional. O evento, organizado pela Rádio Cidade, foi marcado por um embate acirrado entre Willian Meister, candidato pelo PT, e Alexandre Xepa, do PL. A troca de acusações envolvendo apoio político e mudanças partidárias acabou sendo o ponto alto do encontro, alimentando discussões sobre coerência ideológica e estratégias eleitorais.
Durante o debate, em um momento de sorteio para perguntas diretas entre os candidatos, Meister, conhecido por sua postura firme e crítica, questionou Xepa sobre suas frequentes mudanças de partido nos últimos anos. “Na política, é preciso ter lado e firmeza de propósito”, iniciou Meister, antes de confrontar Xepa sobre a sua migração entre diferentes legendas ao longo das últimas três eleições. “Como o senhor justifica tantas trocas de partido?”, perguntou o petista.
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Xepa, que recentemente ingressou no Partido Liberal (PL), partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, respondeu afirmando que sua mudança para o PL foi motivada por sua identificação com as pautas da direita, em especial sua forte posição contrária às drogas. “Sempre me identifiquei com a direita, trabalho muito contra as drogas. Por isso fui para o PL”, disse Xepa, justificando sua decisão.
No entanto, Meister não perdeu a oportunidade de expor uma suposta contradição do adversário. Em sua réplica, o petista afirmou que, durante as eleições presidenciais de 2022, quando Lula disputava o segundo turno contra Bolsonaro, assessores de Xepa teriam pedido material de campanha do então candidato do PT para distribuir no bairro. “Eu só acho engraçado o senhor falar que há muito tempo é de direita, sendo que seus assessores na campanha passada batiam lá em casa pedindo material do Lula para panfletar no bairro”, disparou Meister.
Xepa, visivelmente incomodado, tentou minimizar o impacto das acusações, mas não desmentiu as afirmações de Meister. “Respeito as pessoas que votam em mim e são de esquerda, mas a minha defesa é pela família. Não concordo com partido que aceite a liberação das drogas”, argumentou o candidato do PL, reafirmando seu compromisso com os valores conservadores.