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em Política

Vereador teria abandonado esposa e quatro filhos por amante e caso vai parar na justiça; VÍDEOS

Foto de Por equipe <span style="color:#1877F2; font-weight:700;">Jornal Razão</span>

Por equipe Jornal Razão

Publicado em 30/04/2026 10h04
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Reginaldo Mews da Rosa (PL), presidente da Câmara Municipal de Garuva, é apontado pela família da ex-esposa como protagonista de caso amoroso que terminou em abandono da casa, ameaças de morte e medida protetiva na Justiça

O presidente da Câmara Municipal de Garuva, no Norte catarinense, vereador Reginaldo Mews da Rosa (PL), é apontado por familiares de sua ex-esposa como protagonista de um caso amoroso que terminou em abandono da família, ameaças de morte e disputa judicial. A mulher, mãe dos quatro filhos do parlamentar, já obteve medida protetiva e formalizou denúncia na Polícia Civil de Garuva.

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Conforme nota divulgada pela família, o parlamentar teria pedido o fim do casamento de mais de duas décadas e levado a nova companheira para morar na casa onde vivia com a esposa e os quatro filhos do casal, considerada um dos principais bens da família. Sem renda fixa, a vítima passou a pagar aluguel em outro endereço da cidade, com os filhos.

A irmã da vítima afirmou em vídeo público que ela “sempre foi uma mulher dedicada ao lar” e que, sem renda fixa, depende da ajuda de parentes e amigos para se manter, custear o aluguel e contratar advogado. A mulher também precisou iniciar acompanhamento psicológico para lidar com o quadro emocional desencadeado pela situação.

Vídeos que circulam nas redes sociais mostram o vereador acompanhado da nova companheira em ambientes de festa, enquanto o processo de divórcio segue em andamento. As imagens, somadas a áudios com ameaças explícitas atribuídos à atual companheira do parlamentar, ampliaram a repercussão do caso e geraram forte mobilização nas redes sociais.

ASSISTA AO VÍDEO

Os áudios com ameaças

Os áudios compartilhados pela família apresentam uma mulher fazendo ameaças explícitas de morte contra a ex-esposa do vereador, contra a irmã e contra outros familiares. Em um dos trechos, a autora das mensagens afirma que vai “passar com o carro por cima” das vítimas e ameaça aparecer pessoalmente nos salões de beleza onde a esposa do vereador trabalha com a irmã.

Em outro momento, a autora declara a intenção de ir até Garuva “acertar contas” e diz que pretende matar a vítima e membros da família. Afirma ainda que “paga advogado”, que “é ré” e que não teme a prisão. As mensagens são marcadas por palavras de baixo calão e ofensas pessoais que atingem inclusive a mãe e outras irmãs da vítima.

Não estamos aqui pra sofrer esse tipo de humilhação. Eu peço que as autoridades façam alguma coisa por nós.

Irmã da vítima, em vídeo divulgado nas redes sociais

O conteúdo dos áudios, considerado perturbador por quem teve acesso, circulou entre familiares e pessoas próximas da vítima, que decidiram procurar as autoridades diante da gravidade da situação.

A separação e a nova companheira

Segundo a versão divulgada pela família, o vereador pediu o fim do casamento, mas o divórcio ainda não foi formalizado. Mesmo assim, ele teria levado a nova companheira para morar na casa da zona rural onde vivia com a esposa e os quatro filhos, propriedade ligada à família e considerada um dos principais bens do casal.

Em comentário público nas redes sociais, uma mulher que se identificou como atual companheira do parlamentar afirmou que a casa do vereador teria sido invadida e que itens pessoais foram subtraídos. Ela disse ainda que “os dois lados receberam mensagem de ameaça” e declarou que processará quem comentou o caso. Também afirmou que segue em relacionamento com o vereador.

A disputa pela casa

Em decisão judicial inicial, a Justiça estabeleceu que a ex-esposa e os quatro filhos residiriam em um imóvel alugado no Centro de Garuva, enquanto o vereador permaneceria na propriedade rural. Em audiência posterior, contudo, o juiz entendeu que ambas as residências integram o patrimônio do casal.

Com o avanço do processo de divórcio, a vítima passou a enfrentar dificuldades para pagar o aluguel do imóvel no Centro. A proprietária do local solicitou a desocupação. A mulher também não consegue retornar à casa da zona rural porque, conforme relato familiar, o ex-companheiro segue no local com a nova companheira e se recusa a deixar o imóvel.

Quem é o vereador

Reginaldo Mews da Rosa, do Partido Liberal, é presidente da Câmara Municipal de Garuva na Legislatura 2025-2028. Já presidiu a Casa em outras gestões e é figura tradicional na política do município.

Em novembro de 2025, o nome dele teve repercussão nacional após apresentar projeto de lei propondo aumentar o salário do prefeito de Garuva para R$ 42.390, valor superior ao recebido por prefeitos de capitais brasileiras. O caso provocou bate-boca em sessão da Câmara e levou um vereador a renunciar à vice-presidência da Mesa Diretora.

O parlamentar também acumula registros de uso de diárias para deslocamentos durante o mandato, conforme dados do Portal da Transparência da Câmara, com destinos predominantemente para a capital catarinense, Florianópolis.

A repercussão na cidade

O caso provocou forte mobilização nas redes sociais. Moradoras de Garuva publicaram mensagens de apoio à vítima e à família, cobrando posicionamento das autoridades. Em comentários, vizinhas e conhecidas descreveram a vítima como “mulher dedicada”, “trabalhadora” e “mãe batalhadora”, e classificaram a situação como “humilhante” e “injusta”.

A família, em nota, agradeceu o apoio recebido e afirmou que aguarda o posicionamento das autoridades de Garuva.

O que diz a lei

A ameaça é crime previsto no artigo 147 do Código Penal, com pena de detenção de um a seis meses ou multa. Quando há registro em áudio, vídeo ou mensagem, a comprovação da autoria tende a ser facilitada.

Já a Lei Maria da Penha pode ser aplicada quando há contexto de violência doméstica e familiar contra a mulher, ampliando as medidas protetivas e endurecendo a resposta penal. O descumprimento de medida protetiva é crime autônomo, com pena que pode chegar a dois anos de detenção.

O caso segue em apuração

Até o fechamento desta reportagem, o vereador Reginaldo Mews da Rosa não havia se manifestado publicamente sobre as denúncias. O espaço segue aberto para o posicionamento do parlamentar e da mulher apontada como autora dos áudios. A apuração da Polícia Civil e o processo de divórcio seguem em andamento.

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