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em Saúde

“Carro do mosquito tá passando na sua rua”: SC começa a soltar Aedes aegypti com Wolbachia

Foto de Por equipe <span style="color:#1877F2; font-weight:700;">Jornal Razão</span>

Por equipe Jornal Razão

Publicado em 27/08/2025 16h52
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Balneário Camboriú, Blumenau e Joinville adotam estratégia inédita contra a dengue: soltura de mosquitos Aedes aegypti com bactéria Wolbachia, que impede a transmissão de vírus como dengue, zika e chikungunya.

Balneário Camboriú, Blumenau e Joinville começaram nesta semana a receber uma estratégia diferente no combate à dengue: a soltura de mosquitos Aedes aegypti com uma bactéria chamada Wolbachia. A medida faz parte da segunda fase do método já aplicado em Joinville e tem como objetivo frear a transmissão de doenças como dengue, zika e chikungunya em Santa Catarina.

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A novidade pode surpreender moradores: ao contrário das tradicionais ações de fumacê, desta vez o “carro do mosquito” que circula pelas ruas está soltando os insetos, e não eliminando-os.

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Como funciona o método

Os mosquitos liberados carregam a bactéria Wolbachia, que impede que o Aedes aegypti transmita vírus ao picar uma pessoa. Ao se reproduzirem, esses mosquitos passam a bactéria para os filhotes, que também perdem a capacidade de transmissão. Com o tempo, a população de mosquitos na cidade passa a ser composta majoritariamente por vetores incapazes de transmitir doenças.

A estratégia vem sendo aplicada de forma gradual e monitorada. Em Joinville, que já foi uma das cidades com mais mortes por dengue do Brasil, a redução foi drástica: de mais de 20 mil casos registrados no mesmo período do ano passado para cerca de 800 neste ano.

Expansão para outras cidades

Agora, a técnica será implantada em:
• 15 bairros de Joinville
• 11 bairros de Blumenau
• 4 bairros de Balneário Camboriú

Todos os mosquitos com Wolbachia estão sendo produzidos em uma biofábrica instalada em Joinville.

Segundo Gabriel Sylvestre, gerente da Wolbito do Brasil, empresa responsável pela aplicação da técnica, os resultados são promissores, mas o impacto só poderá ser avaliado com maior precisão nas próximas estações de maior incidência da dengue. “A redução significativa de casos costuma ser confirmada cientificamente cerca de dois anos após o início das solturas”, explicou.

Nova tecnologia não exclui medidas tradicionais

Apesar da inovação, autoridades de saúde alertam que as medidas convencionais continuam sendo indispensáveis. O superintendente de Vigilância em Saúde de Santa Catarina, Fábio Gaudenzi, destacou que a tecnologia é apenas uma parte da solução. “Nós não podemos ficar parados esperando que uma nova tecnologia vá resolver todo o problema”, disse.

A população ainda deve colaborar eliminando focos de água parada, especialmente em locais como:
• Caixas d’água, tonéis e barris
• Pneus expostos
• Calhas entupidas
• Lajes acumulando água
• Pratos de vasos de plantas

Além disso, a vacinação contra a dengue, já disponível para o público-alvo em várias cidades do estado, deve ser mantida como parte da estratégia de combate.

Situação da dengue em SC

Em 2025, Santa Catarina já registrou quase 18 mil casos de dengue e 17 mortes confirmadas. A região concentra preocupações constantes com surtos da doença, especialmente em épocas de calor e chuvas frequentes.

Mesmo com a chegada do carro do mosquito, os cuidados precisam continuar. A ideia da nova estratégia não é substituir as ações antigas, mas reforçar a luta contra um velho inimigo que ainda mata e adoece milhares todos os anos.

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