De janeiro a maio deste ano, Santa Catarina já contabilizou 126 mortes por Influenza, praticamente o dobro dos 66 óbitos registrados no mesmo período de 2024. Os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) relacionados à gripe ultrapassaram a marca de mil notificações, um aumento de cerca de 20% em relação ao ano anterior.
Grupos mais vulneráveis
As autoridades de saúde alertam especialmente para dois grupos mais atingidos: idosos acima de 60 anos, que representam 46,8% dos casos graves, e crianças até quatro anos, correspondendo a 20,8% das notificações. Dos óbitos confirmados, 110 ocorreram em pacientes com mais de 50 anos.

Baixa adesão à vacinação
A baixa adesão à campanha de vacinação é apontada pela Secretaria de Estado da Saúde (SES) como um dos principais fatores do avanço da doença. Até o momento, apenas 42,6% do público-alvo em Santa Catarina foi vacinado, índice considerado insuficiente para controlar a propagação do vírus.
Situação preocupante em São Miguel do Oeste
No município de São Miguel do Oeste, três mortes por Influenza foram registradas em apenas 10 dias, entre o final de junho e início de julho. As vítimas tinham idades entre 52 e 65 anos. Ao todo, 15 pacientes foram internados, e quatro necessitaram de atendimento em UTI. Cerca de 90% desses casos graves envolveram pessoas com doenças pré-existentes.
A cobertura vacinal local está ainda mais baixa que a média estadual, com apenas 40,28% da população imunizada. A Prefeitura reforça constantemente a importância da vacinação gratuita disponível nas unidades básicas de saúde.

Medidas preventivas recomendadas
Além da vacinação, são indicadas as seguintes práticas preventivas essenciais:
- Manter ambientes ventilados;
- Usar máscara ao apresentar sintomas gripais;
- Evitar contato próximo com pessoas com sintomas respiratórios;
- Lavar frequentemente as mãos com água e sabão ou usar álcool gel;
- Cobrir nariz e boca ao tossir ou espirrar;
- Evitar tocar olhos, nariz e boca com as mãos não higienizadas;
- Higienizar regularmente superfícies comuns;
- Não compartilhar objetos pessoais.
Autoridades destacam que é essencial a conscientização coletiva e individual para proteger especialmente os grupos mais vulneráveis e conter o avanço da doença.