O quarto criminoso morto durante a operação do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) no Papaquara, no Norte da Ilha, em Florianópolis, foi identificado pelo Jornal Razão como Bruno Ian Aparecido Alves, de 29 anos, natural de Cambé, no Paraná. Ele era foragido da Justiça por homicídio e possuía mandado de prisão ativo expedido pela Vara de Execuções Penais de Londrina.
A identificação completa do suspeito amplia o contexto da operação realizada na manhã desta quarta-feira, quando equipes do COBRA, unidade de elite do BOPE da Polícia Militar de Santa Catarina, neutralizaram quatro criminosos em confronto durante uma incursão na comunidade. A ação ocorreu após relatos de disparos de arma de fogo e movimentação de facções criminosas na região.
Segundo informações apuradas pelo Jornal Razão, os policiais entraram na comunidade do Papaquara para prestar apoio às guarnições da área após denúncias de que criminosos ligados ao Primeiro Grupo Catarinense (PGC) teriam voltado a invadir a região com o objetivo de atacar rivais associados ao PCC, facção que possui forte presença no local.
Durante as diligências, os policiais localizaram suspeitos homiziados no interior de uma residência. Conforme o relato da ocorrência, os homens tentaram investir contra os policiais, momento em que houve reação da guarnição para resguardar a própria segurança. Os quatro envolvidos morreram no confronto. Felizmente, nenhum policial ficou ferido.

Inicialmente, três dos mortos haviam sido identificados pelo Jornal Razão: Erik Novais dos Santos, de 19 anos, natural de Itabuna, na Bahia, Cristian Victor de Oliveira Rodrigues, de 17 anos, e João Pedro Benites da Silva Carey, de 17 anos, ambos naturais de Florianópolis. Agora, com a confirmação da identidade de Bruno Ian Aparecido Alves, as autoridades esclarecem a qualificação de todos os envolvidos.
De acordo com informações do Tribunal de Justiça do Paraná, Bruno possuía mandado de prisão para recaptura válido até agosto de 2037, expedido no âmbito de um processo que inclui homicídio e furto. A ordem judicial determinava que ele fosse preso e recolhido a uma unidade prisional à disposição da Justiça.
A operação também resultou na apreensão de quatro pistolas de diferentes calibres, 242 munições, carregadores, rádios comunicadores, celulares e equipamentos utilizados para comunicação entre criminosos, material que, segundo a Polícia Militar, reforça a atuação organizada do grupo.
O confronto ocorreu em meio a uma sequência de episódios violentos registrados no Papaquara nos últimos dias, ligados à disputa entre facções criminosas pelo controle de território no Norte da Ilha. No fim de semana, criminosos invadiram a comunidade e executaram Arthur Anacleto Paust, de 21 anos, em um ataque que desencadeou perseguição policial e novos confrontos.
Dias depois, um dos veículos ligados à ação criminosa foi incendiado em frente à Central de Plantão Policial de Florianópolis, episódio tratado como incêndio doloso e interpretado pelas forças de segurança como possível tentativa de destruir provas ou intimidar o aparato policial.
A Polícia Civil segue investigando os desdobramentos do caso, enquanto a Polícia Científica realizou os procedimentos periciais relacionados ao confronto. Equipes da Polícia Militar também permanecem reforçando o patrulhamento na região para evitar novos episódios de violência ligados à disputa entre facções.


