Uma adolescente precisou ser levada ao hospital após apresentar reações físicas e emocionais intensas, supostamente ligadas ao consumo de um chocolate recebido de presente por um colega de escola, em Camboriú, no Litoral Norte de Santa Catarina. O caso gerou preocupação na família, que decidiu relatar a situação nas redes sociais após questionamentos sobre a conduta médica durante o atendimento.
De acordo com o relato da mãe, a jovem teria comido o doce no dia anterior e, desde então, começou a apresentar sinais de mal-estar, tontura, vômitos repetidos e confusão mental. Em áudio compartilhado com amigos próximos, a mãe descreveu momentos de desorientação e crises na adolescente dentro de casa, além de episódios em que a jovem quase caiu da sacada.
“Ela estava sentada no chão, comendo balinha, meio perdida. Conversava, mas parecia que não estava ali. Depois vomitou no meu quarto e na sacada também. Meu marido teve que segurar ela porque ela ia cair lá pra baixo”,
contou a mãe, visivelmente abalada.
As imagens mostram a adolescente com o rosto visivelmente inchado e abatido, aguardando atendimento no hospital. Ainda segundo a família, ela ficou inicialmente sem conseguir responder às perguntas de forma clara.

Atendimento médico gera revolta
O ponto mais sensível do caso, segundo a mãe, foi o atendimento recebido no hospital. Apesar de ter sido bem recebida na recepção e na triagem, o primeiro médico que avaliou a paciente teria minimizado os sintomas. Após aplicação de um medicamento padrão, a mãe solicitou uma segunda avaliação.
Ela relata que ao buscar novo atendimento, ouviu do profissional de saúde que estava “exagerando” e foi acusada de estar “fora da casinha” por insistir em um diagnóstico mais cauteloso.
“Eu pedi uma segunda opinião porque ela estava mal de verdade. Estava desorientada, com sintomas que nunca tinha tido. Só queria um atendimento completo. E ele disse que eu estava fora da casinha. Que mãe merece ouvir isso?”
Um segundo médico acabou sendo acionado, e segundo a mãe, esse profissional realizou uma nova análise, ouviu o pulmão da adolescente, fez exames físicos e descartou problemas neurológicos. Mesmo assim, o episódio deixou a família abalada.
Presente teria vindo de colega no transporte escolar
Ainda segundo os relatos da mãe, o chocolate teria sido entregue por um colega que divide o mesmo transporte escolar com a adolescente. Os dois não teriam uma convivência frequente fora do trajeto casa-escola. A cesta teria sido recebida como presente de aniversário, e o doce consumido um dia antes do início dos sintomas.
“Não sabemos se foi alguma reação alérgica, se tinha algo errado no chocolate, ou se foi uma coincidência. Mas por via das dúvidas, guardei a embalagem e tudo”,
explicou a mãe.
O próprio colega, ao saber que a adolescente havia passado mal, trocou mensagens de texto e áudio com ela pedindo desculpas, dizendo que o presente havia sido comprado por sua mãe, e reforçando que não imaginava que ela teria qualquer reação.
Família estuda registrar boletim de ocorrência
Apesar da intenção inicial de não acionar formalmente as autoridades, a família da adolescente avalia registrar boletim de ocorrência para que o caso seja documentado — especialmente pela conduta no hospital. Segundo a mãe, o objetivo não é acusar ninguém diretamente, mas garantir que o caso seja apurado com cautela.
A adolescente segue em recuperação e, até o momento, não foi constatada a origem exata da reação. A família aguarda evolução do quadro e estuda, se necessário, procurar atendimento especializado.