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“Avisa o diabo!”: após ser esfaqueado pela ex, homem é preso e surta na delegacia em Itajaí

Foto de Por equipe <span style="color:#1877F2; font-weight:700;">Jornal Razão</span>

Por equipe Jornal Razão

Publicado em 02/01/2026 13h50 | Atualizado há 135 dias
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“Estávamos comemorando o Ano Novo quando ele me agrediu”, contou a mulher aos policiais. “Aí me defendi com o que tinha na mão, uma faca de cozinha”.

A virada de ano em Itajaí (SC) não terminou com lembrança de fogos nem contagem regressiva romântica para um casal que resolveu reatar em pleno réveillon, desrespeitando medida protetiva e reacendendo uma relação que já havia terminado na delegacia. O resultado foi facadas, sangue na calçada e uma frase digna de novela: “meu erro foi ter voltado”.

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Tudo aconteceu por volta das 7h45 da manhã de 1º de janeiro, no bairro Cidade Nova. A Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC) foi acionada para atender uma briga doméstica e, ao chegar no local, encontrou um homem caído no chão, sangrando pelas mãos, com corte na cabeça e sinais evidentes de confusão. Ao lado dele estava a mulher que o feriu com uma faca de cozinha e que afirmou ter agido em legítima defesa.

“Estávamos comemorando o Ano Novo quando ele me agrediu”, contou a mulher aos policiais. “Aí me defendi com o que tinha na mão, uma faca de cozinha”. Ela acionou a polícia e manifestou o desejo de representar criminalmente contra o ex-companheiro.

O homem apresentou uma versão completamente diferente. “Ela me esfaqueou do nada. Eu nem encostei nela”, afirmou. Com os ânimos exaltados e versões conflitantes, o caso rapidamente ganhou contornos de cena clássica de plantão policial.

Na delegacia, o depoimento do homem virou um desfile de frases carregadas de revolta e dramatização. Antes mesmo de relatar o ocorrido, ele protestou contra a prisão: “Tô preso de novo por causa dessa filha da p… Essa jaguara já me botou preso uma vez”.

Em seguida, reforçou o tom dramático: “Quase morri. Olha aqui, olha aqui. Tô todo cortado”. Em outro momento, fez uma confissão que resumiu o enredo do réveillon: “Meu erro foi ter voltado com ela por causa do nosso filho de 11 meses”.

Ao falar com a delegada, insistiu em se afastar definitivamente da mulher: “Doutora, eu só quero ver meu filho. Me leva preso, mas me deixa longe dela”. Questionado se desejava avisar alguém sobre a prisão, respondeu de forma irônica: “O diabo”. Sobre advogado, repetiu: “Advogado não, o diabo”.

O histórico do casal já era conhecido pelas autoridades. Havia registro anterior de violência doméstica, com prisão do homem por agressão à mesma mulher. Contra ele, estava em vigor uma medida protetiva que o impedia de se aproximar dela, regra que foi ignorada na tentativa de reconciliação.

“Ela me botou preso uma vez e nem apareceu na audiência. Fiquei três meses preso na Canhanduba. Agora de novo?”, reclamou. Em outro trecho do depoimento, tentou justificar a briga apontando consumo de álcool e drogas: “Ela tomou balinha, cachaça, pirou o cabeção”.

A mulher, após prestar depoimento, preferiu permanecer em silêncio. A faca usada na agressão foi apreendida. Ambos afirmaram querer processar um ao outro, o que deve ampliar ainda mais o histórico judicial do relacionamento.

Após os procedimentos legais, o homem foi liberado, mas saiu da delegacia com um alerta direto da autoridade policial. Ela solicitou nova medida protetiva. Caso ele volte a se aproximar, a ordem é clara: retorno imediato à prisão.

Diante da advertência, ele prometeu manter distância. “Minha irmã vai buscar minhas coisas. Só quero paz, na transparência”, disse.

O ano mal começou, e Itajaí já registrou uma das histórias mais caóticas de 2026. Um réveillon sem fogos, mas com roteiro completo de drama, violência e decisões que terminaram exatamente onde já haviam começado: na delegacia.

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