Pular para o conteúdo

MENU

  • Publicações Legais
  • Segurança
  • Geral
  • Política
  • Meio Ambiente
  • Economia
SAÚDE
ESPORTE
ENTRETENIMENTO
EMPREENDEDORISMO
GERAL
DESTAQUES
OBITUÁRIO
TECNOLOGIA
ESPECIAIS
EDITAIS
FAMOSOS
CULTURA
  • Últimas Notícias
  • Segurança
  • Política
  • Economia
  • Destaques
  • Geral
  • Meio Ambiente
  • Últimas Notícias
  • Segurança
  • Política
  • Economia
  • Destaques
  • Geral
  • Meio Ambiente
em Segurança

Catarinense engana médico que salvou sua vida com golpes que somam R$ 34 milhões

Foto de <!-- Importa a fonte Overpass --> <link href="https://fonts.googleapis.com/css2?family=Overpass:wght@400;700&display=swap" rel="stylesheet">  <p style="font-family: 'Overpass', sans-serif;            font-size:14px;            margin:0;            color:#5f5f5f;">   Por equipe <span style="color:#1877F2; font-weight:700;">Jornal Razão</span> </p>

Por equipe Jornal Razão

Publicado em 12/11/2025 20h19 | Atualizado há 29 dias
Compartilhar:
Como apurou o Jornal Razão, a história era bem montada. Suelyn usava termos técnicos e documentos falsos para dar credibilidade ao enredo. O médico, movido pela ganância e pela promessa de lucro fácil, acreditou estar diante de uma oportunidade financeira rara.

No início, parecia uma oportunidade única. Um médico de Santa Catarina acreditou ter encontrado uma forma de multiplicar seu dinheiro de maneira rápida e segura. A proposta vinha de uma mulher carismática e persuasiva, que afirmava ter R$ 8 milhões bloqueados em uma conta digital e precisava apenas de “ajuda temporária” para pagar taxas e liberar o valor. Em troca, prometia uma parte dos lucros.

Clique e receba notícias do Jornal Razão em seu WhatsApp: Entrar no grupo

O que ele não sabia é que estava diante de uma golpista experiente. Sua “parceira de investimento”, Suelyn Maria Colli, junto de Leno Leanderson Blaessing, formava o casal responsável por um dos maiores esquemas de estelionato já investigados pela Polícia Civil de Santa Catarina, conforme informações apuradas com exclusividade pelo Jornal Razão.

Casal acusado pelo crime

A armadilha do dinheiro fácil

O médico conheceu Suelyn em 2024, depois de atendê-la em um hospital da região de Schroeder. Ela havia sido internada após uma tentativa de suicídio, e o gesto do médico salvou sua vida. Durante as conversas, contou que tinha uma grande quantia retida por uma empresa chamada OKTO Pagamentos. Dizia que o valor estava bloqueado por pendências fiscais, mas que, assim que as taxas fossem quitadas, os rendimentos seriam milionários.

Como apurou o Jornal Razão, a história era bem montada. Suelyn usava termos técnicos e documentos falsos para dar credibilidade ao enredo. O médico, movido pela ganância e pela promessa de lucro fácil, acreditou estar diante de uma oportunidade financeira rara. O primeiro depósito foi feito em dezembro de 2024. Em poucos dias, vieram novos pedidos: IOF, Imposto de Renda, tarifas bancárias e seguros obrigatórios. Cada nova transferência era tratada como “a última”, mas a exigência de dinheiro nunca terminava.

Em apenas seis meses, o médico transferiu R$ 3,6 milhões. As mensagens trocadas com Suelyn mostravam empolgação e confiança. Ele acreditava participar de um grande negócio digital — até descobrir que o dinheiro estava indo parar em sites de apostas online, e não em nenhuma empresa financeira.

Segundo a investigação confirmada pelo Jornal Razão, Suelyn usava os dados pessoais do médico para criar contas em plataformas de jogos e movimentar valores milionários sem que ele soubesse.

Stories postado em redes sociais
Stories postado em redes sociais

A descoberta do golpe

Conforme a reportagem do Jornal Razão apurou, Suelyn enviava às vítimas links falsos de pagamento que pareciam ser da empresa OKTO, mas redirecionavam para plataformas de apostas como a Betano. O mais impressionante: a conta usada para as apostas estava registrada no CPF do próprio médico.

Com as credenciais em mãos, Suelyn movimentou mais de R$ 9 milhões em apostas e resgates. Enquanto isso, ela mantinha a farsa com conversas diárias, prints de supostos e-mails de advogados e até “documentos” da AXA Seguros — todos falsos.

Quando o médico começou a desconfiar, ela devolveu pequenas quantias, apenas para reforçar a confiança e fazê-lo continuar enviando valores.

A farsa começou a ruir quando ele entrou em contato com a AXA Seguros, que negou qualquer vínculo com Suelyn e confirmou que as assinaturas apresentadas eram forjadas. O mesmo ocorreu com o advogado paulista João Paulo Massaro, cujo nome e foto haviam sido falsamente utilizados pelo casal.

Foi então que o médico procurou a Polícia Civil, dando início a uma das investigações mais complexas do Norte do estado.

Momento da prisão de Suelyn

O empresário enganado pelo “amigo de infância”

Outra vítima identificada pelo Jornal Razão foi um empresário local, amigo de longa data de Leno Blaessing. Em julho de 2024, Leno o procurou pedindo um empréstimo de R$ 187 mil, dizendo que precisava ajudar a companheira, Suelyn, a pagar taxas para liberar milhões bloqueados em uma conta digital.

Confiando na amizade de infância, o empresário aceitou. Pouco depois, novos pedidos vieram — sempre com novas justificativas: IOF, seguros, tarifas e “custos de transferência”.

Em poucos meses, ele transferiu R$ 1,5 milhão. Refinanciou carro, fez empréstimos e até usou capital da empresa para manter as promessas da dupla. Como o Jornal Razão levantou, a empresa acabou em colapso financeiro e o empresário entrou em profunda depressão ao descobrir que havia sido enganado.

A mulher de fé e o golpe da confiança

Entre as vítimas também está uma comerciante de Schroeder, ativa na comunidade religiosa e conhecida pela generosidade. Ela conhecia Leno há mais de dez anos, de encontros na igreja. Em agosto de 2024, ele a procurou “desesperado”, pedindo R$ 250 mil para resolver uma pendência financeira urgente.

A mulher acreditou e transferiu o valor. Vinte e cinco dias depois, Suelyn devolveu R$ 300 mil — o que parecia uma prova de honestidade, mas era parte de uma estratégia psicológica. “Essa era a isca perfeita”, revelou uma fonte próxima à investigação ao Jornal Razão.

A comerciante, convencida, envolveu o marido e o irmão. Juntos, transferiram cerca de R$ 1,5 milhão. Chegaram a viajar com os golpistas a São Paulo, acreditando que participariam da assinatura da liberação do dinheiro. Nada existia. As reuniões, “audiências” e e-mails eram todas encenações cuidadosamente planejadas.

Conforme apuração do Jornal Razão, até outubro de 2025, Suelyn ainda enviava áudios pedindo depósitos, alegando que “faltava apenas uma última taxa”.

O rastreamento do dinheiro

O levantamento feito pelo Jornal Razão junto a fontes da investigação revela que a Polícia Civil reuniu uma base extensa de provas: planilhas, extratos bancários e relatórios do COAF.

Coletiva de imprensa sobre o caso

Os documentos mostram que:

  • Suelyn declarou renda de apenas R$ 1,5 mil, mas movimentou R$ 16,7 milhões em dois meses.
  • As contas de Leno recebiam depósitos das vítimas e repassavam mais de 90% dos valores a Suelyn, o que comprova o conluio.
  • Parte do dinheiro foi transferida para plataformas de apostas como Betano, 7k.bet e Ana Gaming.
  • Havia movimentações simuladas com a empresa OKTO, para mascarar a origem ilícita dos recursos.

De acordo com o relatório, ao qual o Jornal Razão teve acesso, o padrão de transações indica lavagem de dinheiro e uso de plataformas digitais para ocultar ganhos fraudulentos.

A resposta das empresas e o desmonte do golpe

As confirmações oficiais fecharam o cerco. A OKTO Pagamentos negou qualquer relação comercial com os investigados. A AXA Seguros confirmou que os documentos eram falsos e registrou boletim de ocorrência. Já o advogado João Paulo Massaro declarou ter sido vítima de falsidade ideológica, após descobrir que seu nome e imagem foram usados para enganar investidores.

Essas confirmações, somadas às provas bancárias, deram base à Polícia Civil, que representou pela prisão preventiva, quebra de sigilo bancário e bloqueio de bens — conforme revelou o Jornal Razão com exclusividade.

A operação policial

Com autorização da Vara Criminal de Guaramirim, a operação foi deflagrada na manhã de 11 de novembro de 2025.

Policiais civis cumpriram mandados de prisão, busca e apreensão e bloqueio de contas em Schroeder e Irineópolis, com apoio das equipes de Paulo Frontin (PR). Foram apreendidos celulares, computadores e comprovantes de apostas online.

As ordens judiciais também determinaram o bloqueio de veículos, imóveis e valores em contas bancárias e plataformas digitais.

Prisão de Suelyn Maria

O prejuízo e o impacto

Segundo informações confirmadas pelo Jornal Razão, apenas entre as vítimas identificadas o golpe causou um prejuízo superior a R$ 6,8 milhões. No entanto, os relatórios do COAF apontam movimentações que ultrapassam R$ 34 milhões, o que indica a existência de outras vítimas ainda não identificadas.

Enquanto as vítimas acumulavam dívidas, o casal levava uma vida de luxo, com viagens, carros novos e gastos incompatíveis com a renda declarada.

O Jornal Razão também apurou que algumas das vítimas chegaram a contrair novos empréstimos acreditando que “faltava pouco” para o retorno financeiro.

A prisão e os próximos passos

Suelyn Maria Colli e Leno Leanderson Blaessing foram presos preventivamente e levados ao sistema prisional catarinense. Eles responderão por estelionato e lavagem de dinheiro, crimes que podem resultar em penas superiores a dez anos de prisão.

A Polícia Civil segue rastreando ativos financeiros no Brasil e no exterior. Parte do dinheiro já foi bloqueada, o que pode viabilizar o ressarcimento parcial das vítimas.

A investigação fecha um ciclo de mentiras e ilusões que arrastou médicos, empresários e famílias inteiras — e deixa uma lição clara: o desejo de enriquecer rápido continua sendo o combustível preferido dos golpistas.

Seção de Título com Linha

Destaques

Política

SC reage após abusos em escolas e aprova câmeras em salas de aula, mas justiça pode derrubar lei

Deputados aprovam câmeras em salas de aula em SC, mas lei deve enfrentar batalha judicial e pode ser derrubada pelo TJ

Política

Nova lei obriga SC a criar serviços de ajuda e acolhimento para mães atípicas: ‘estão sobrecarregadas!’

Política

Lei é aprovada e SC proíbe ‘doutrinação política e ideológica’ em escolas

Segurança

Madrugada de terror em Tijucas: homem morto, mulher espancada e adolescente sumido

Segurança

Mulher é abandonada nua após ser sequestrada e estuprada em Florianópolis

Política

‘Aberração’: vereador tenta impedir que Governo Lula transforme terras de SC em Parque Nacional

Destaques

“Sem peru de Natal”: GTI ‘invade’ presídios de SC e manda recado às facções

Seção de Título com Linha

em Tijucas

Segurança

Morretes enfrenta transtornos, mas situação em Tijucas está controlada, diz Defesa Civil

Segurança

Tijucas tem alagamentos e Grande Florianópolis entra em alerta máximo por ciclone

Segurança

Envolvido na sequência de mortes que chocou Tijucas, foragido é preso em Porto Belo

Justiça

Tijucas tem 63 criminosos foragidos da justiça; saiba quem são

Segurança

Madrugada de terror em Tijucas: homem invade casa, tenta enforcar ex e leva facada do filho

Logo Jornal Razão

Fique por dentro das últimas notícias de Santa Catarina com o Jornal Razão. Credibilidade e cobertura completa em todo o estado.

Siga-nos

Serviços

  • → Publicações Legais
  • → Editais
  • → Anuncie Conosco
  • → Consultoria
  • → Suporte Técnico

Links úteis

  • → Feed RSS
  • → Sitemap
  • → Google News
  • → Últimas Notícias
  • → Contato

Contato

Av. Hercílio Luz, 381 - Centro, Tijucas - SC, 88200-000
48) 98453-0884

© 2025 Jornal Razão. Todos os direitos reservados.

Política de Privacidade Termos de Uso Cookies
`;

Pesquise notícias

Últimas Notícias

Realize sua busca. Para fechar, clique fora da área

  • Últimas Notícias
  • Segurança
  • Política
  • Economia
  • Destaques
  • Geral
  • Meio Ambiente