O caso de suposta injúria racial e agressão envolvendo um jovem identificado como apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro, registrado nesta semana na Avenida Madre Benvenuta, em Florianópolis, ganhou novos elementos após a divulgação de novo vídeo e depoimentos de testemunhas.
Inicialmente, uma testemunha identificada como Caio acusou o jovem de impedir a passagem de uma mulher negra e muçulmana de 51 anos, além de supostamente ofendê-la com xingamentos racistas e agredi-la com uma cotovelada no rosto. A denúncia, publicada nas redes sociais, causou forte repercussão.
No entanto, em conversas com a redação do Jornal Razão, o acusado apresentou sua versão dos fatos, negando todas as acusações. Ele afirma que jamais agrediu a mulher, tampouco proferiu qualquer fala de cunho racista ou religioso. Segundo o relato do jovem, a mulher teria se exaltado ao ver sua camiseta com estampa de apoio a Bolsonaro, iniciando os ataques com expressões como “seu branco” e “gauchinho de merda”.
“Ela que esbarrou em mim e começou a me xingar. A discussão começou aí. Em nenhum momento toquei nela”, afirmou. O jovem ainda diz que foi cuspido, chamado de fascista e acusado falsamente de agressão. “Tô há três dias com dor de cabeça por causa do Caio, que está mentindo descaradamente nas redes”, completou.
Em um dos vídeos gravados logo após o episódio, o acusado aparece pedindo que chamem a polícia para esclarecer os fatos, enquanto nega a prática de qualquer crime. Nas mensagens encaminhadas ao Jornal Razão, ele reforça que foi procurar a Polícia Militar voluntariamente e está reunindo provas para acionar judicialmente os responsáveis pela denúncia.
Nos comentários da publicação feita no perfil oficial do Jornal Razão no Instagram, diversas testemunhas e conhecidos saíram em defesa do jovem. Um deles, identificado como Rodrigo Ribeiro, relatou ter passado pelo local no momento da discussão: “Ele estava discutindo com respeito e a mulher completamente descontrolada”. Outro seguidor afirmou que conhece a mulher envolvida e relatou que ela já protagonizou confusões semelhantes em seu condomínio, sugerindo que possui problemas psicológicos não tratados.
“Conheço o camarada aí dos rolês de Floripa. É um dos caras mais educados que já conheci, jamais faria isso com alguém, principalmente com uma mulher”, escreveu outro internauta.
Para o acusado, o julgamento público se deu de forma parcial. “As pessoas filmam só o final do rolo, quando a vítima já está exaltada. Ninguém mostra como começou. Ninguém quer saber da verdade. Só eu com a camisa do Bolsonaro no vídeo”, desabafou.
O caso segue sendo investigado pelas autoridades competentes. O Jornal Razão continuará acompanhando os desdobramentos e mantendo o compromisso com a verdade e a pluralidade de versões.