A Polícia Militar de Santa Catarina foi confrontada durante uma ocorrência registrada na tarde deste sábado (07) no bairro Monte Cristo, em Florianópolis. A ação ocorreu após denúncias reiteradas de som alto, resistência à abordagem policial, agressões e prisão por desacato e desobediência.
Segundo o registro oficial, a ocorrência teve início após a PM receber múltiplas ligações relatando uma barraca com som extremamente alto desde as 13h, na Rua Joaquim Nabuco. As informações repassadas às guarnições indicavam ainda a possível presença de pessoas armadas, o que elevou o grau de risco da intervenção.
Ao chegar ao local, a equipe do Tático encontrou cerca de 20 pessoas reunidas, com o som em volume elevado. Diante da natureza da denúncia e da suspeita de armas de fogo, os policiais determinaram que o equipamento fosse desligado e solicitaram que os presentes levantassem as camisetas, medida preventiva para verificar eventual porte de armas e preservar a segurança da guarnição e de terceiros.
Parte dos envolvidos se recusou a cumprir as ordens, aproximando-se dos policiais, dificultando a abordagem e proferindo ofensas. Conforme o boletim, uma mulher identificada como Graziela dos Santos tentou intimidar a equipe ao afirmar que também era funcionária pública, além de chamar os policiais de “covardes” e “folgados”.
A situação se agravou quando outra mulher, identificada como Thamires, arremessou uma caneca de vidro cheia de cerveja em direção à guarnição. O objeto quase atingiu a cabeça de um policial. Na sequência, ela ainda teria tentado pegar uma garrafa de vidro com a intenção de lançá-la contra os agentes.
Diante da agressão direta e do risco iminente, a Polícia Militar utilizou meios não letais, com dois disparos de munição calibre 12 não letal e o uso de spray de pimenta, para conter a hostilidade e restabelecer a ordem no local.
Após o ataque, foi dada voz de prisão a Thamires, que tentou fugir e passou a reagir de forma violenta durante a contenção, com empurrões e socos contra um policial, além de resistir à algemação. Durante a ação, o companheiro dela, identificado como Mailson, investiu contra os policiais na tentativa de impedir a prisão, sendo também contido e algemado para evitar novos confrontos.
O boletim destaca ainda que, durante o procedimento, outros objetos foram arremessados contra as guarnições por pessoas que estavam no local, aumentando o nível de tensão da ocorrência.
A Polícia Militar informou que o endereço já era alvo de reclamações anteriores no mesmo dia. O COPOM havia registrado ao menos quatro chamadas por perturbação do sossego no local.
Ao final da ocorrência, o equipamento de som foi apreendido e Thamires e Jailson foram conduzidos à Central de Polícia para os procedimentos legais. Eles devem responder, em tese, pelos crimes de perturbação do trabalho ou sossego alheios, desacato, desobediência e resistência.
A PMSC ressaltou que a atuação seguiu os protocolos operacionais, com uso progressivo da força, diante de resistência ativa, agressões e risco concreto à integridade dos policiais e das demais pessoas presentes.