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Dentista preso em Itapema obrigou mulher a tatuar seu nome 10 vezes: ‘sequestrada e torturada’

Foto de Por equipe <span style="color:#1877F2; font-weight:700;">Jornal Razão</span>

Por equipe Jornal Razão

Publicado em 15/04/2026 11h30
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Um dentista de 40 anos foi preso em Itapema, no Litoral Norte de Santa Catarina, durante a Operação Ötzi, acusado de manter a companheira em cárcere privado por meses e forçá-la a fazer dez tatuagens com o nome dele em diferentes partes do corpo, inclusive no pescoço.

Um dentista de 40 anos foi preso na terça-feira (14), em Itapema, no Litoral Norte de Santa Catarina, acusado de manter a companheira em cárcere privado e obrigá-la a tatuar o nome dele dez vezes em diferentes partes do corpo, inclusive no pescoço. A prisão ocorreu durante a Operação Ötzi, realizada de forma integrada entre as polícias civis do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.

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Conforme a Polícia Civil, agentes cumpriram mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão no bairro Várzea, em Itapema. O imóvel funcionava simultaneamente como residência e consultório odontológico do acusado, identificado como Alisson Malinoski. A ação foi conduzida pela Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM) de Esteio, no Rio Grande do Sul, com apoio da Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso (DPCAMI) de Itapema.

Vítima vivia sob controle total do agressor

Segundo as investigações, a vítima, de 39 anos, viveu por cerca de quatro meses sob violência física e psicológica intensa, com a liberdade completamente restringida. Ela era impedida de sair de casa, não tinha acesso a celular, internet ou qualquer forma de contato com familiares. O controle era total.

Conforme apurado, a mulher trabalhava no próprio consultório do acusado e era manipulada a se afastar de colegas. Em uma consulta psiquiátrica, apenas o agressor falava enquanto a vítima permanecia em silêncio. Ele a chamava de “lixo”, “vagabunda” e “inútil”, além de agredi-la frequentemente, inclusive com o uso de objetos. A polícia aponta que a vítima apresentava marcas de agressões por todo o corpo.

Dez tatuagens forçadas e episódios de tortura

Durante o período de cárcere, o agressor a forçou a fazer dez tatuagens com o nome dele em diferentes partes do corpo, inclusive no pescoço. Segundo a investigação, ele chegou a amarrar e amordaçar a vítima em episódios de violência.

A mulher conseguiu fugir após o suspeito ingerir medicação para dormir. Ela deixou o imóvel apenas com a roupa do corpo e, com ajuda de terceiros, retornou ao Rio Grande do Sul, onde procurou a polícia e registrou ocorrência na Delegacia de Pronto Atendimento (DPPA) de Canoas. A partir disso, a investigação passou a ser conduzida pela DEAM de Esteio, que solicitou a prisão preventiva.

Armas e pertences da vítima apreendidos

Durante as buscas no imóvel em Itapema, os policiais apreenderam duas pistolas, 61 munições calibre 9mm e dois aparelhos celulares. Diversos pertences da vítima foram encontrados organizados em malas, bolsas e caixas. O veículo da mulher, um Honda Fit, havia sido deixado pelo acusado em uma oficina de chapeação.

Após a prisão, Alisson Malinoski foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil de Itapema, onde permaneceu em silêncio. Em seguida, foi encaminhado ao Presídio Regional de Itapema, onde permanece à disposição da Justiça.

Segundo a Polícia Civil, o dentista é investigado pelos crimes de cárcere privado, lesão corporal, ameaça e dano, todos no contexto de violência doméstica. O caso segue em investigação.

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