Um morador do bairro Mata Atlântica, em Tijucas, denunciou ter vivido momentos de constrangimento e prejuízo após contratar um serviço de limpeza de fossa nesta semana. O caso, registrado em mensagens e áudios trocados pelo WhatsApp, escancarou a falta de respeito e a tentativa de cobrança abusiva por parte da empresa contratada.
Segundo o morador, identificado como Sidmar, o valor do serviço foi acertado antecipadamente em R$ 600 para a drenagem de três unidades padrão: uma fossa, um filtro e um sumidouro de mil litros cada. No primeiro atendimento, o caminhão que esteve no local apresentou problemas mecânicos e deixou o serviço inacabado, ficando ajustado que retornariam em outra data.

Nesta quarta-feira (10), outro veículo da mesma empresa compareceu à residência. O serviço chegou a ser iniciado, mas, segundo o morador, foi interrompido de forma inesperada. “Quando já estava quase terminando, o funcionário disse que tinha que cobrar a mais. Queria me cobrar R$ 1.600. Eu disse que não tinha cabimento, porque o combinado era R$ 600”, contou.
Diante da recusa em pagar o valor extra, o funcionário teria tomado uma atitude revoltante: começou a devolver parte do material já sugado. “Ele pegou a mangueira e começou a jogar de volta dentro da minha casa. Eu puxei a mangueira e aí espalhou sujeira na frente da minha casa, na rua e até na casa dos vizinhos. Foi um desrespeito total”, relatou Sidmar.

O morador disse ainda que foi ameaçado de agressão física durante a confusão. “Ele tentou me agarrar quando puxei a mangueira. O cheiro ficou insuportável, não dá nem para comer dentro de casa”, desabafou. Para amenizar a situação, Sidmar precisou usar uma lavadora de alta pressão para retirar parte da lama e dos dejetos espalhados.
Além da sujeira e do transtorno, o caso expôs uma prática que, segundo o denunciante, é recorrente. “Sempre que chamamos caminhão de fossa é a mesma história. Eles passam um preço e depois querem cobrar mil, dois mil ou até três mil reais, principalmente no verão. É exploração com a comunidade inteira”, afirmou.

A situação gerou indignação também entre vizinhos, que se queixaram do mau cheiro que tomou conta da rua.
A empresa se manifestou sobre o ocorrido, e disse:
Na primeira visita, o serviço não foi concluído e o pagamento não ocorreu, embora os dejetos já tenham sido descartados pela prestadora.
Na segunda ida, nesta quarta-feira (10), a equipe teria constatado que a fossa era maior do que o informado pelo morador, o que justificaria a cobrança extra. Segundo a empresa, não seria viável manter o resíduo no caminhão sem a devida contraprestação.
“Cobrar R$ 600 para sugar uma fossa que não é uma fossa, é uma piscina, não cobre os custos”, disse em nota.
A divergência sobre o volume da estrutura teria motivado o impasse que terminou em confusão.