Uma mãe utilizou as redes sociais para denunciar episódios de racismo e bullying sofridos pelo filho William, de apenas 10 anos, em uma escola de Joinville, no Norte de Santa Catarina. Segundo ela, o menino tem sido vítima constante de ataques motivados pela cor da pele, e agora até mesmo seus pertences pessoais estão sendo destruídos.
A mãe relatou estar profundamente abalada com a situação e afirmou que essa não é a primeira vez que o filho enfrenta preconceito. Em um dos primeiros casos registrados, ela estava presente quando uma senhora fez comentários racistas contra William, ocasião em que ela reagiu prontamente para defender o menino.
Mas, agora, o problema se agravou dentro da escola. Nas últimas semanas, a mochila escolar da criança, recém-comprada com o tema de “Cavaleiros do Zodíaco”, foi cortada propositalmente por outros alunos, repetindo um ato já ocorrido anteriormente. Indignada, a mãe compartilhou imagens da mochila destruída e destacou que o vandalismo não é apenas um ato de bullying, mas também um sinal preocupante do racismo presente no ambiente escolar.
“O William não sabe como se defender sozinho, ele é uma criança inocente. O perigo pode estar em qualquer lugar e eu me sinto impotente como mãe, vendo tudo isso acontecer sem providências. E se essa tesoura fosse usada para ferir meu filho?”, questionou, emocionada.
A situação se agravou ainda mais diante da postura da direção escolar. William chegou a procurar a diretora da unidade para informar sobre os danos à mochila. A criança afirmou à mãe que, ao relatar o ocorrido, teria sido tratada com desconfiança pela direção. Em outro momento, a mãe tentou conversar com a orientadora pedagógica, mas recebeu como resposta que o assunto seria resolvido no dia seguinte.
“Eu estou cansada dessa situação, e se estou vindo às redes sociais é porque quero justiça para meu filho. Não é justo que nós, pais, trabalhemos tanto para dar o melhor para ele e uma criança mal educada e preconceituosa possa fazer isso impunemente. Cadê os pais dessa criança?”, cobrou.
O caso repercutiu rapidamente nas redes sociais, gerando indignação entre outros pais e moradores da cidade. Até o momento, nem a escola nem a Secretaria Municipal de Educação de Joinville emitiram uma nota oficial sobre o caso.