Um criminoso identificado como Aldonei Paim, apontado pelas forças de segurança como “dono” do tráfico no Morro do Caju, no bairro Saco Grande, foi morto em confronto com a Polícia Militar de Santa Catarina em Florianópolis.
Segundo a Polícia Militar, Aldonei Paim era velho conhecido das autoridades e apontado como liderança do Primeiro Grupo Catarinense (PGC) na região Norte da Capital. A ação foi deflagrada na tarde desta terça-feira (13). Ele era conhecido popularmente pelo apelido de “Neguinho” e, conforme registros policiais, costumava afrontar guarnições durante ações no morro.
Durante a operação que resultou na morte de Paim, outros criminosos também trocaram tiros com os policiais. A Polícia Militar apura se há mais envolvidos feridos. O local foi isolado e os procedimentos legais adotados.
O Jornal Razão teve acesso a vasto material probatório reunido ao longo dos anos contra Aldonei Paim. Entre os registros estão ocorrências policiais, relatórios de inteligência e imagens que, segundo a polícia, demonstram a atuação direta dele no comando do tráfico e na intimidação armada da comunidade e das forças de segurança.
Entre esses materiais está um vídeo gravado em 2018, durante uma ação policial no Morro do Caju. Nas imagens, Aldonei Paim aparece confrontando diretamente policiais militares, em tom de ameaça. Em determinado momento, ele afirma que o crime “manda” na comunidade ao dizer “aqui quem sabe é nois”, deixando claro que estava sempre armado e disposto ao confronto. Em outra fala, chega a mencionar que “essas armas que vocês têm, nós também temos”, em clara tentativa de intimidação das guarnições.
De acordo com a Polícia Militar, esse comportamento reforçava o perfil de liderança violenta, que utilizava o medo como ferramenta de controle territorial. Relatórios apontam ainda que Aldonei Paim empregava adolescentes no tráfico, mantinha vigilância armada permanente e disputava áreas estratégicas da região.
A ocorrência segue sob apuração. A Polícia Científica foi acionada para os levantamentos periciais no local, e a Polícia Civil deve aprofundar as investigações para identificar e responsabilizar outros integrantes do grupo criminoso que atuava no Morro do Caju.