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‘Filmava ele dormindo por buraco na parede’: esposa que matou fisiculturista em SC mentiu sobre legítima defesa

Foto de Por equipe <span style="color:#1877F2; font-weight:700;">Jornal Razão</span>

Por equipe Jornal Razão

Publicado em 02/10/2025 16h42 | Atualizado há 221 dias
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O delegado responsável pelo caso, Rodrigo Moura, destacou que os conteúdos deixam evidente a intenção de ameaçar a vítima. Em um dos registros, Valter chegou a dizer que não se submeteria ao risco de “levar facadas”.

A Polícia Civil de Chapecó concluiu que o assassinato do fisiculturista Valter Aita, de 41 anos, foi resultado de um crime passional motivado por ciúmes. O inquérito revelou um comportamento obsessivo por parte da esposa, Andréia Carvalho Aita, que está presa e responderá por homicídio doloso qualificado por motivo fútil e impossibilidade de defesa da vítima.

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Ameaças com símbolos de violência

Nas semanas que antecederam o crime, Andréia enviou uma série de mensagens de ameaça para o marido, muitas delas com emojis de faca. O delegado responsável pelo caso, Rodrigo Moura, destacou que os conteúdos deixam evidente a intenção de ameaçar a vítima. Em um dos registros, Valter chegou a dizer que não se submeteria ao risco de “levar facadas”.

Além dos textos, a investigação também encontrou fotos de Valter dormindo, tiradas pela esposa, o que reforça a tese de monitoramento constante e vigilância obsessiva.

Monitoramento e descontrole emocional

A perícia também identificou vídeos gravados pela própria suspeita, em que ela tentava flagrar o companheiro utilizando o celular. Em outros áudios analisados, Andréia dizia que o marido “pagaria pelo que estava fazendo com ela”. Os investigadores ainda encontraram conversas da acusada com uma inteligência artificial, nas quais ela demonstrava descontrole emocional e frustração diante da suposta infidelidade do fisiculturista.

O assassinato ocorreu na manhã de 7 de setembro. Valter foi atacado com uma faca de cozinha enquanto acordava. O golpe inicial atingiu a jugular, e laudos apontam que a faca foi retirada quando ele se levantou da cama. A vítima tentou fugir, deixando rastros de sangue até a escada do prédio, mas desmaiou antes de conseguir ajuda. Ele também sofreu golpes na cabeça, nuca, rosto, braços, pernas e tórax.

Testemunhas disseram que não havia histórico de brigas entre o casal. No dia do crime, ouviram apenas pedidos de socorro da vítima, que chegou a dizer: “Meu Deus, por que você está fazendo isso”.

Depoimento e versão da acusada

Em interrogatório, Andréia alegou que o marido segurava a faca e que ela teria desferido três golpes em legítima defesa. Também mencionou conflitos relacionados à prática religiosa, afirmando que Valter não aceitava sua participação em rituais. No entanto, as provas reunidas pela investigação enfraquecem a versão da acusada.

Histórico criminal e conclusão do inquérito

O caso ganhou contornos ainda mais graves quando a Polícia Civil confirmou que Andréia já era foragida no Rio Grande do Sul, onde foi condenada a 15 anos de prisão por tentativa de latrocínio. Ela vivia discretamente com Valter em Chapecó desde 2021, ano em que se casaram.

O inquérito deve ser encaminhado ao Ministério Público nos próximos dias. Para a Polícia Civil, ficou claro que o crime foi cometido por ciúmes, com planejamento e execução premeditada. A investigação aponta para um padrão de ameaças constantes, vigilância e comportamento possessivo, que culminaram na morte brutal do fisiculturista.

Valter Aita, conhecido no meio esportivo local, teve a vida interrompida de forma trágica. A prisão da esposa, já ré por outro crime, amplia a gravidade do caso, que segue mobilizando a comunidade de Chapecó.

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