Mesmo com forte resistência de grupos ligados à esquerda, o prefeito de Florianópolis, Topázio Neto (PSD), reafirmou que a Prefeitura seguirá internando involuntariamente pessoas em situação de rua que estejam “incomodando” e encaminhando de volta às cidades de origem.
A declaração foi feita em vídeo publicado nas redes sociais do prefeito, mostrando a abordagem de um homem que, segundo informações, “incomodava muito a população do norte da Ilha”. Topázio explicou que o indivíduo já havia passado por internações anteriores e, desta vez, foi encaminhado de forma involuntária para uma clínica particular conveniada da prefeitura.
“Usa drogas desde os 18 anos e isso foi o indutor dos problemas de saúde mental que apresenta atualmente. Mais um que nós tiramos da rua, e assim vamos continuar fazendo”, afirmou o prefeito.
Topázio foi direto: “Tá incomodando? Tá em surto? Não consegue se governar? Acionamos a lei de internação involuntária.” Ele acrescentou que o município continuará enviando para suas cidades de origem aqueles que vierem morar nas ruas de Florianópolis. “Seguimos também ajudando e capacitando quem aceita ajuda”, completou.
A declaração ocorre no auge da polêmica envolvendo o decreto municipal que regulamenta a distribuição de marmitas nas ruas — medida que foi duramente criticada por movimentos sociais, parlamentares do PSOL e até padres ligados ao PT, que ingressaram com ação na Justiça contra o decreto.
Topázio rebateu as críticas afirmando que o foco da Prefeitura é garantir segurança e bem-estar aos moradores e comerciantes da cidade. “Seguimos de olho e vamos continuar internando quem incomodar”, afirmou.
Ele destacou que as ações contam com o apoio da CDL e da Associação Empresarial, que estão colaborando na reinserção de pessoas em situação de rua no mercado de trabalho. Segundo o prefeito, a força-tarefa combina internações, encaminhamentos sociais e apoio profissional para aqueles que desejam reconstruir a vida.
A política municipal de internações involuntárias divide opiniões. Enquanto entidades de direitos humanos e representantes da esquerda classificam a medida como “desumana”, o Executivo municipal argumenta que ela é legal, necessária e amparada por critérios médicos. Ainda assim, a grande maioria da comunidade tem demonstrado apoio às ações, elogiando o resultado prático na melhoria da segurança e na limpeza das áreas públicas.
Para Topázio, o desafio é equilibrar compaixão e firmeza: “Não podemos prender, não podemos abandonar. Só nos resta agir, e vamos continuar agindo. Internar é proteger o morador e também o internado”, concluiu.