Um homem de 20 anos, apontado pelas investigações como integrante do Primeiro Grupo Catarinense (PGC) e suspeito de atuar como executor de homicídios, foi preso pela Polícia Civil na tarde de quarta-feira (7), em Itajaí. A prisão ocorreu no momento em que ele deixava o velório de Moisés Lins Santos, de 19 anos, no cemitério do bairro Fazenda.
Prisão durante velório em Itajaí
De acordo com a investigação, o jovem era amigo de Moisés e estava foragido da Justiça. Policiais civis monitoravam o local e realizaram a abordagem quando ele tentou sair do cemitério. Ao perceber a presença policial, o suspeito ainda tentou fugir, mas foi alcançado e detido na avenida Sete de Setembro, em frente ao cemitério.
O homem é investigado por pelo menos dois assassinatos registrados em Itajaí. Um deles ocorreu no bairro Cidade Nova, em 13 de setembro de 2025, quando um homem de 44 anos foi morto com 13 disparos de pistola calibre 9 milímetros. O outro homicídio aconteceu em via pública no município, também no ano passado. Conforme a apuração, ele seria contratado pelos chamados “disciplinas” do PGC para executar rivais. Após a prisão, foi encaminhado ao presídio, onde permanece à disposição da Justiça.
Confronto no Paraná terminou com duas mortes
Moisés Lins Santos e Adriel da Silva da Rosa, de 22 anos, morreram na noite de segunda-feira (5) durante um confronto com a Polícia Militar do Paraná, na cidade de Palmeira, na região metropolitana de Curitiba.
Segundo a polícia, a dupla estava em uma Toyota Hilux furtada em Balneário Piçarras, que possuía placas do Paraguai. Com apoio do rastreamento da seguradora, o veículo foi localizado na BR-277. Durante a tentativa de abordagem, o motorista abandonou a caminhonete e os dois suspeitos fugiram para uma área de mata.
Ainda conforme a PM, ambos teriam atirado contra os policiais e acabaram baleados. O Samu foi acionado e constatou as mortes no local. As armas utilizadas pelos suspeitos foram apreendidas.
Velórios ocorreram em Itajaí
Os corpos de Moisés e Adriel foram trazidos para Itajaí, onde ocorreram os velórios e sepultamentos. Moisés foi velado no cemitério do bairro Fazenda, enquanto Adriel teve a despedida realizada em uma igreja Assembleia de Deus. Adriel era natural de Itajaí. Moisés nasceu em Aracaju, no Sergipe, mas residia no município catarinense.